Divulgação/Ministério da Defesa da ArgentinaO reitor da Universidade de Buenos Aires, Rubén Hallú, eleito para o cargo em 2006
12 de Fevereiro de 2012
Na Argentina e em Lisboa, eleição é indireta, igual à USP; alunos só votam na Espanha
Na última quinta-feira (12), dia em que o governador paulista José Serra indicava João Grandino Rodas para novo reitor da USP (Universidade de São Paulo), a Universidade de Buenos Aires enfrentava uma invasão de reitoria, segundo o jornal La Nación.
O protesto ocorreu por conta do processo eleitoral da UBA, como a universidade é chamada na Argentina.
o Conselho Superior da instituição, similar ao Conselho Universitário da USP, queria antecipar a assembleia que elegerá o próximo reitor.
Ao invés de a eleição ocorrer em março de 2010, como era esperado pelos estudantes, ela foi antecipada para 14 de dezembro deste ano.
Estudantes ligados à FUBA (Federação Universitária de Buenos Aires) ocuparam o edifício da reitoria a partir das 6h30 da manhã daquele dia e fizeram um protesto.
Decisão interna
Ao contrário da USP, em que o governador do Estado escolhe o reitor, no final do processo eleitoral, a UBA decide quem vai mandar na universidade em um processo somente interno.
O reitor é escolhido por uma assembleia de 236 membros do Conselho Superior e dos Conselhos Diretivos das faculdades.
Vence quem tiver maioria simples de votos (metade mais um). Podem ser realizadas até três votações, caso dê empate.O processo de eleição não é dividido em turnos, como na USP.
O estatuto da Universidade de Buenos Aires prevê que só podem ser candidatos à reitoria cidadãos argentinos com trinta anos ou mais, que são ou foram professores da universidade.
A eleição ocorre de quatro em quatro anos. A próxima votação está marcada para o dia 14 de dezembro deste ano.
Universidade de Lisboa
Portugal mudou recentemente o regime das universidades públicas. A eleição para reitor, que antes era universal, passou a ser feita por um Conselho Geral.
Na Universidade de Lisboa, que é pública, o conselho é composto por 21 pessoas, entre professores (a maioria), estudantes, funcionários e cinco personalidades externas à universidade, como políticos e empresários.
Os membros do conselho são eleitos nos diferentes cursos. De acordo com a assessoria de imprensa, os escolhidos em geral são diretores dos institutos da universidade.
Na eleição, os candidatos apresentam suas propostas ao Conselho Geral. Isso pode durar vários dias. Depois, cada membro do conselho tem direito a um voto secreto.
A decisão do conselho vai para validação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Universidade de Barcelona
Na Universidade de Barcelona, ainda prevalece a eleição universal e secreta - o reitor é eleito por alunos, funcionários e professores.
O processo é semelhante à eleição na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e na Unesp (Universidade Estadual Paulista): cada grupo de votantes tem um peso diferente.
O voto dos alunos vale 30% do total; o dos funcionários, 10%; professores doutores contratados tem 51% do peso dos votos e outros docentes e pesquisadores correspondem a 9% do total de votos.
Na USP, apenas membros do Conselho Universitário, de conselhos centrais e representantes dos cursos votam.
Representantes dos funcionários, estudantes e professores também têm direito a voto, mas são minoria.
A última eleição na Espanha ocorreu neste mês. Foram dois turnos de eleição.
É necessário ter maioria absoluta de votos para levar o cargo já na primeira rodada na Espanha.
Em caso de empate, é realizada outra votação.
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