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12 de Fevereiro de 2012

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publicado em 11/11/2009 às 11h57: atualizado em: 11/11/2009 às 11h59

Dispensados pelo apagão, universitários têm dificuldade para voltar para casa

Falta de semáfaros e paralisão do metrô e trens atrapalhou a saída dos estudantes

Amanda Polato e Ingrid Tavares, do R7

No momento em que alunos aplaudiam o final de uma palestra do curso de hotelaria da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), todas as luzes apagaram. O apagão desta terça-feira (10), que atingiu dez Estados, teve início às 22h13, praticamente no mesmo horário do final das aulas em muitas universidades, e os alunos foram dispensados.

Os estudantes da FMU saíram do auditório iluminados apenas por luzes de emergência e de celulares ligados. Mas a maior dificuldade foi voltar para casa, conta Gabriel Fuhrmann, 20, aluno do curso de jornalismo:

— A região da Liberdade [região central de São Paulo], onde há muitas universidades, ficou impossível. Demorei 15 minutos para andar uma quadra com meu carro. Muitas pessoas se aglomeravam nas ruas e nas estações de metrô.

Linhas de trens e metrô não funcionaram durante a queda de energia e a falta de semáforos dificultou o trânsito em São Paulo.

Na Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), foram dispensadas cerca de 10 mil pessoas entre alunos, funcionários e professores nos quatro campi da instituição: Pinheiros (zona oeste), Liberdade (região central), Anália Franco e São Miguel (zona leste). Muitas pessoas ficaram na universidade esperando a volta da energia ou que alguém fosse buscá-las.

Na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), cerca de 6.000 alunos foram dispensados das aulas. Uma possível aula às antigas, feita a luz de velas, foi descartada. Todos os campi da universidade foram afetados: Monte Alegre (zona oeste), Marques de Paranaguá (região central), Ipiranga (zona sul), Santana (zona norte), Barueri (grande São Paulo) e Sorocaba (interior). Os alunos também enfrentaram dificuldades para ir embora.

Outras cidades
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) não sofreu com o apagão. O campus de Guarulhos, o único da universidade a oferecer cursos noturnos, tinha gerador, e cerca de 1.500 alunos tiveram aulas normalmente na unidade.

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a luz faltou por apenas dez ou 15 minutos, de acordo com informações da assessoria de imprensa. Áreas essenciais, como hospitais, laboratórios de pesquisa e restaurante universitário funcionaram normalmente com geradores.

Em Belo Horizonte, apenas alguns bairros foram afetados e 112 mil consumidores ficaram sem luz, segundo a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Instituições como a PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) não foram afetadas.

Em Curitiba, a queda de luz no campus Ecoville da Universidade Positivo não atrapalhou as aulas. Como a unidade possui geração própria de energia elétrica, assim que a luz foi interrompida o gerador foi acionado automaticamente.

 
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