Não importa a idade, o processo de adaptação a um novo colégio costuma ser doloroso para os estudantes.
No caso de jovens e pré-adolescentes, o problema muitas vezes está ligado à passagem de nível de ensino (do ensino fundamental para o médio ou da quarta para a quinta série do fundamental).
Alguns colégios têm estratégias próprias para facilitar a chegada dos novos estudantes. É o caso do colégio Vértice, que ficou em primeiro lugar no último ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na cidade de São Paulo.
A integração entre os alunos é permanente e frequente, afirma o diretor, Adilson Garcia.
- Convidamos os novos alunos, separados por turmas, para uma dinâmica. Participam estudantes, professores e coordenadores. É o momento das apresentações. Além disso, ficamos de olho no comportamento deles durante o recreio para ver se estão interagindo e se os colegas estão sendo acolhedores.
Carolina Senra Marques, 9, e Henrique Maniçoba Ferraz, 10, ambos alunos do Vértice, passaram tranquilamente por essa fase.
Henrique já havia estudado no colégio antes de se mudar para Miami, nos Estados Unidos, onde ficou por dois anos. Ao voltar, acabou reencontrando os antigos colegas de turma.
- Foi muito bom ver os amigos. Eles me ajudaram com matérias que eu achava difícil, e agora está tudo sob controle. Na escola em Miami eu fui bem recebido, mas foi um estudante brasileiro [de lá] quem me ajudou com os estudos.
Carolina diz que os funcionários e docentes também tiveram papel em sua adaptação:
- Todos me receberam bem. Tive dificuldade em ciências e minha professora deu mais atenção. Agora estou melhorando.
A mãe da garota, Raquel Senra, acredita que a atenção da escola ajudou bastante, além da facilidade da filha em fazer amizades:
- No primeiro dia, as colegas da sala a convidaram para tomar lanches juntas.
Para Neide Noffs, professora de educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), sempre que há uma mudança de série, de ciclo ou de escola, é necessário que os professores e educadores dêem atenção ao aluno. O ambiente deve ser acolhedor.
- Os educadores devem entrar em cena para garantir que os novos estudantes não terão problemas de adaptação. Ver onde eles sentam em sala de aula, o que fazem na hora do recreio e nas atividades de lazer é muito importante. É preciso haver estímulo para que esses alunos façam amizades.
Especialistas afirmam que os cuidados da escola devem ser semelhantes àqueles dados para as crianças menores.
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CONFIANÇA
Os pais precisam ter confiança no colégio. Se a criança sentir que pais estão com pena ou inseguros em deixá-lo na escola, terá dificuldade de adaptação.
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SEM ATRASOS
Nas primeiras semanas, o pai ou responsável por buscar o aluno na escola não deve se atrasar. Um grande medo das crianças é de serem abandonadas ou esquecidas na escola.
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PACIÊNCIA
Algumas crianças demoram mais tempo para se acostumar com a nova rotina do que outras. É importante ter paciência e respeitar o ritmo de cada uma.
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ATENÇÃO AOS SINAIS
Falta de apetite, agressividade, alteração de sono e isolamento podem indicar problemas de adaptação. Nesses casos, é hora de procurar a escola.
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TRANSIÇÃO
É fundamental que os pais entendam que o momento é de transição entre o universo individual da criança e o coletivo da escola. É uma passagem natural
e gera angústia.
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CONVERSA
Falar diariamente com os pequenos é importante para que os pais percebam como está a adaptação. Se algo não está bem, a criança costuma dar sinais.
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PEDAGOGIA
Vale conhecer a proposta pedagógica da escola e saber como os funcionários lidam com novos alunos. Isso ajuda
na adaptação.
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ACOMPANHAMENTO
Acompanhe a criança por alguns dias, fique junto na sala de aula. Assim, é possível conhecer a dinâmica do colégio.
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