11 de Fevereiro de 2012
Cerca de 50 pessoas se uniram para protestar contra jornal homofóbico
Alguns poucos casais se entusiasmaram com a idéia de protestar beijando. Foi o caso de Bárbara Coelho, aluna do curso de letras da USP, e Gabriela Crismim.
Bárbara se diz ofendida com o jornal e ressaltou que já sofreu preconceito na universidade.
- Acontece principalmente na rua. Na USP existe, mas é camuflado; as pessoas olham e comentam.
Outro casal, dessa vez de meninos, também participou do ato: Gabriel Kioshiha e Alex Tso são alunos de arquitetura na universidade e protestaram com um “beijaço”.
Após os primeiros discursos do protesto, o grupo seguiu para a faculdade de farmácia aos gritos de “homofobia é crime”.
Um estudante do curso de farmácia, que não quis se identificar, afirmou que os autores do jornal são conhecidos por outros alunos.
- Foi um erro. Já vi vários casais gays nas festas e nunca houve preconceito.
Realidade
André, aluno do curso de relações públicas da Eca (Escola de Comunicação e Artes) diz já ter sido alvo de homofobia duas vezes na USP. Em uma delas, ele estava beijando o namorado quando ouviu “sai daqui viado”, dito por outro estudante.
O segundo caso aconteceu em uma festa. Abraçado com outro rapaz, André percebeu que havia um grupo filmando os dois com o celular enquanto eles andavam pela festa.
- Casos de preconceito soam normais na USP. A diversidade não é aceita.
O jovem ressalta que vários amigos dos cursos de engenharia e da FEA (Faculdade de Economia e Administração) não se assumem gays por medo de represália.
- O pessoal não fala que é gay para não sofrer preconceito.
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