Paraisópolis é a segunda maior favela de São Paulo, com quase 100 mil habitantes. A situação do ensino no local está muito ruim, mostra o Ideb
8 de Fevereiro de 2012
Segunda maior favela da capital abriga instituições com notas baixas no Ideb 2009
Paraisópolis é a segunda maior favela da capital e tem quase 100 mil habitantes, segundo a associação de moradores.
A reportagem do R7 passou um dia na comunidade conversando com os moradores e descobriu que os centros educacionais têm problemas diferentes, mas estão inseridos num círculo vicioso.
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As crianças que estudam na Paulo Freire estão tão carentes que algumas chamam os professores de pai ou mãe. O elevador da instituição sempre para de funcionar e causa problemas para os alunos cadeirantes. Há casos de estudantes de dez anos que ameaçam os docentes de morte. Um garoto com deficiência mental conta casos de violência cometidos pela mãe quando chega à aula todo machucado. Em compensação, a diretora da instituição, que assumiu neste ano, é muito elogiada por funcionários e pela comunidade.
No caso do colégio Etelvina de Góes, sobram críticas para a diretora. Os moradores reclamaram da dificuldade para marcar uma reunião com a coordenadora e criticaram seu comportamento. Além disso, o centro de ensino tem problemas de infraestrutura e partes destruídas pelos próprios alunos. Os banheiros estão em péssimas condições de higiene.
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As dificuldades na primeira fase do fundamental se devem ao baixo nível de ensino infantil a que as crianças da favela têm acesso; sem formação adequada, os alunos de seis ou sete anos mal sabem reconhecer uma letra. E, por causa desse atraso, não conseguem acompanhar as exigências dos últimos anos do fundamental.
Flagrante de erro gramatical em sala de aula do colégio Etelvina de Góes. Foto por: Julia Chequer/R7
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