FILIPE ARAÚJO - 16.02.2009/Agência EstadoCriança chega à escola estadual Marina Cintra, no centro
de SP; projeto prevê aulas de reforço em matemática
11 de Fevereiro de 2012
Estudantes "tutores" ajudarão em matemática; governo do Estado não confirma programa
A informação foi obtida com exclusividade pelo R7. Marcelo Perez Alfaro, economista do BID, afirmou nesta segunda-feira (14) que o programa deve ser adotado ainda este ano. Não há definição, entretanto, quanto ao número de escolas participantes e de alunos.
- Vai ser [um projeto] pequeno, porque é experimental. Se funcionar, vamos expandir.
Os estudantes de ensino médio atuarão como tutores. Haverá pagamento simbólico, ajuda com transporte e outros gastos (alimentação, por exemplo). As aulas de reforço devem acontecer de duas a três vezes por semana, no mesmo colégio em que os adolescentes estudam.
Um jovem que se sai bem em matemática e vai às aulas de manhã, por exemplo, será convidado a ficar na escola no período da tarde, para tirar dúvidas dos mais novos e ajudá-los na lição de casa.
- É uma tutoria para os alunos do ensino fundamental que eventualmente precisarem. Mas há também o reconhecimento dos alunos do ensino médio como sendo os melhores.Alfaro ressalta que o projeto está em elaboração e o contrato deve ser assinado no futuro. Não há data definida de implantação.
A Secretaria de Estado da Educação e o governo paulista foram procurados pelo R7, mas ambos disseram não confirmar o projeto oficialmente.
O BID está envolvido em outros programas educacionais no país. Um deles está ligado às experiências do programa Um Computador por Aluno em cinco cidades - São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Palmas e Piraí, no interior do Rio de Janeiro.
Maioria das creches têm nota baixa
Quase 87% das creches em seis capitais brasileiras tiveram nota menor ou igual a 5, em uma escala que vai de 1 a 10, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pelas mesmas entidades que organizaram o seminário para apresentar a pesquisa Educação Infantil no Brasil: Avaliação Qualitativa e Quantitativa, realizada pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com o BID e a Fundação Carlos Chagas.
O estudo foi realizado no segundo semestre de 2009 e avaliou 147 instituições de ensino infantil (creches e pré-escolas) em Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina, Campo Grande e Florianópolis. Entre as pré-escolas, 72% tiveram nota igual ou abaixo da média.
Entre as que foram consideradas muito ruins, com notas de 1 a 3, estão quase 50% das creches avaliadas. Outras 37,4% tiveram pontuação entre 3 e 5, abaixo ou igual à média. A minoria obteve nota adequada (12,1%), entre 5 e 7 pontos, e boa (1,1%), entre 7 e 8,5 pontos.
Nenhuma das escolas avaliadas alcançou padrão excelente, com nota entre 8,5 e 10.
Veja abaixo as notas de cada uma das cidades, em uma escala de 1 a 10:
| Cidades | Número de escolas avaliadas | Nota das creches | Nota das pré-escolas |
| Belém | 19 | 2,7 | 3,2 |
| Campo Grande | 30 | 2,8 | 3,6 |
| Florianópolis | 30 | 4,4 | 4,7 |
| Teresina | 30 | 2,3 |
2,7 |
| Fortaleza | 20 | 2,7 | 2,7 |
| Rio de Janeiro | 18 | 3,9 | 3,8 |
| Total | 147 | 3,3 | 3,4 |
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7