Suely Vilela é coautora de um artigo científico, produzido por mais dez pessoas, em que foram usados trechos e imagens de um texto da UFRJ, publicado em 2003
Atualmente, como consta em seu currículo Lattes, Carolina presta serviços para uma empresa que faz assessoria toxicológica em São Paulo. Procurada pelo R7, Carolina disse não querer comentar o assunto com a imprensa.
– Já falei com quem tinha que falar e isso já foi esclarecido.
O professor Andreimar Soares, principal autor do trabalho, disse ao site da Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) que não houve qualquer tipo de plágio. Ele diz que a aluna deve ter se confundido ao usar as imagens durante apresentações preliminares do trabalho.
– Deixo claro que não houve plágio, e sim que ocorreu um lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado.
Investigação
Na USP, o processo de investigação, chamado de sindicância, é aberto sempre a pedido de dirigentes da instituição, como diretores das faculdades ou a própria reitora. A investigação, feita por uma comissão formada por três pessoas da própria universidade, tem prazo estabelecido de 60 dias, mas pode ser prorrogado se houver necessidade.
Patrícia Verdenha, da consultoria jurídica da USP, diz que o próprio autor do pedido de investigação é quem seleciona os membros da comissão – o aconselhável é que o grupo seja liderado por um advogado, mas isso não é obrigatório.
Depois que acabar a investigação, se for achado um culpado no assunto, é aberto um processo administrativo que pode gerar penas dentro da própria universidade ou até denúncias para órgãos como o Ministério Público ou o TCU (Tribunal de Contas da União).