Notícias Antes do fim do ano vamos anunciar redução de subsídios, diz Guedes 

Antes do fim do ano vamos anunciar redução de subsídios, diz Guedes 

Segundo ministro, este será um "forte sinal" para os investidores estrangeiros de que o Brasil está comprometido com o equilíbrio nas contas públicas

Agência Estado - Política

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na manhã desta quarta-feira (9) que o governo anunciará antes do fim do ano uma redução de subsídios "de forma generalizada". Segundo ele, será um "forte sinal" para os investidores estrangeiros de que o Brasil está comprometido com o ajuste fiscal e o equilíbrio das contas públicas. "Apenas dois dias atrás o presidente Bolsonaro deu outro sinal, anunciamos que os benefícios que ajudaram o Brasil a se recuperar, em uma recuperação em forma de V, serão removidos em 31 de dezembro", disse, em referência ao auxílio emergencial, durante o evento virtual The Asia-Brazil Connection organizado pelo Milken Institute, um think tank econômico americano com sede em Santa Monica, na Califórnia.

Guedes voltou a prometer que o País encerrará 2020 sem perder nenhum emprego

Guedes voltou a prometer que o País encerrará 2020 sem perder nenhum emprego

Adriano Machado/Reuters/20-10-2020

"De nenhuma forma vamos transgredir o teto de gastos", disse o ministro. Guedes também afirmou que o País voltará às reformas estruturais assim que a economia se recuperar da crise gerada pela pandemia de covid-19. "O Brasil foi atingido pela pandemia quando estava implementando as reformas", comentou.

Guedes voltou a prometer que o País encerrará 2020 sem perder nenhum emprego. "A economia do Brasil está se recuperando muito fortemente", reforçou. De acordo com o ministro, o País lidou relativamente bem com a crise quando comparado aos pares emergentes.

Ao ser questionado por representantes de fundos soberanos sobre o retorno do investidor estrangeiro à Bolsa brasileira nos últimos dois meses, Guedes respondeu que isso é o "reconhecimento de nosso trabalho em implementar reformas". O ministro destacou que o governo está promovendo uma desregulamentação do ambiente de investimentos em setores como petróleo e gás e eletricidade. "Sinalizamos para os investidores que não vamos aumentar impostos", acrescentou.

Acordo de Paris e Amazônia

O ministro da Economia também afirmou no evento virtual que o Brasil está comprometido com o Acordo de Paris e que a entrada do País na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) seria um sinal de compromisso com a pauta ambiental. "O futuro é verde e digital, todo mundo sabe disso no Brasil", declarou.

Em conversa com representantes de fundos soberanos de Cingapura e dos Emirados Árabes Unidos, Guedes disse que há um "mal-entendido" sobre o que está acontecendo na Amazônia. "É nosso território e vamos preservar", afirmou.

Ao falar da importância da entrada do Brasil na OCDE, o ministro disse que o País não se integrou às cadeias de valor globais e tem uma economia fechada. Para ele, ingressar na organização seria não só o reconhecimento da modernização do Brasil, mas também um estímulo para uma maior integração. "Estamos muito à frente de vários países", disse, em referência aos pré-requisitos exigidos pela OCDE. Guedes ressaltou que o País pediu apoio aos Estados Unidos e também começou a conversar com a União Europeia.

Ao encerrar sua participação no evento, o ministro disse que os investidores asiáticos "são muito bem-vindos" no Brasil e citou o investimento da China em energia solar no País.

'Ambiente positivo'

O fundador e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que o cenário externo tem criado um ambiente positivo para o Brasil. "Nos movemos para um fim mais previsível da pandemia", apontou, durante o evento virtual The Asia-Brazil Connection.

De acordo com Esteves, além da perspectiva de fim da pandemia, o cenário externo também ficou mais positivo com a eleição do democrata Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, o que deve reforçar o multilateralismo no mundo. Em conversa com representantes de fundos soberanos de Cingapura e dos Emirados Árabes Unidos, ele disse que os investidores asiáticos são muito bem-vindos no Brasil e que as economias são complementares.

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