Após série de ações, mortes de motociclistas caem em SP; atropelamentos aumentam

Depois de São Paulo proibir o trânsito de motocicletas na pista expressa da Marginal do Pinheiros, no ano passado, o ano de 2019 fechou com uma queda de 18,6% nas mortes de motociclistas em São Paulo e uma queda geral de 6,8% nas mortes em acidentes de trânsito, na comparação com 2018, indo de 849 para 791 óbitos.

O Relatório Anual de Acidentes de Trânsito, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), será divulgado nesta sexta-feira, 29. Por outro lado, depois de cinco anos consecutivos, o número de mortes de pedestres teve alta, de 2,8%, e aumento também de 19 para 31 casos de ciclistas que morreram em acidentes.

O relatório é produzido anualmente pela CET desde 2005 com base em dados dos serviços de Saúde municipal e estadual, da Polícia Civil e da própria CET.

O número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito havia crescido em 2018. Naquele ano, pela primeira vez desde que os dados são contabilizados, o número de mortes de moto havia sido maior do que a morte de pedestres. Foram 366 motociclistas que perderam a vida. Em 2019, foram 297.

Além da restrição ao trânsito de motos na Marginal Pinheiros, que atingiu a pista expressa sentido Rodovia Castelo Branco, a CET também fez as empresas de aplicativo de entregas assinarem um termo no qual se comprometeram a não fazer campanhas para premiar motociclistas que faziam muitas entregas.

Essa prática é proibida por lei federal, uma vez que acabam estimulando os motociclistas a correr e, assim, os expõem a acidentes mais graves. Em 2018, iFood, Uber Eats, Rappi e Loggi adotavam a prática, mesmo com a proibição, mas abandonaram o procedimento.