"Gosto que outras pessoas se identifiquem com minha obra", diz artista plástico Ricardo Franco

Trabalho de Franco ficará exposto no Palacete das Artes até 9 de março

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Durante um mês, entre 9 de fevereiro e 9 de março, o Palacete das Artes abrigará a exposição Arte Captada, do artista plástico baiano Ricardo Franco. Serão apresentados ao público doze trabalhos que revelam paisagens de diversos lugares através de técnicas impressionistas. Entre as telas está A mobilidade de Duchamp, que homenageia o pai do ready-made, Marcell Duchamp.

Admirador de Newton Mesquita e Miguel Cordeiro, Ricardo Franco pinta a partir da fotografia de situações e lugares do cotidiano que lhe chamam atenção.

— Eu, primeiramente, olho a situação, vejo se existe a condição de dar plasticidade, se tem uma poesia ali envolvida para fotografar e a partir daí dou início a pintura. Todas as minhas pinturas são com base na fotografia, e depois deste processo, eu faço estudo de cor, e da situação que aquilo está representando no momento.

O artista plástico que também é diretor de arte da sua agência de publicidade, se divide entre os trabalhos profissionais, e o gosto pela fotografia e pintura, apesar de acreditar que todas as atividades estão interligadas.

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Desde criança, Franco é apaixonado pela arte e a plasticidade. O fotógrafo já cursou Artes Plásticas na Ucsal (Universidade Católica do Salvador), mas atua no mercado publicitário.

Exposição Arte Captada

Exposição Arte Captada

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— A publicidade tem muito da arte, e é uma forma de você mostrar o produto de várias maneiras possíveis. A direção de arte é altamente artes visuais.

Ricardo Franco que já apresentou seu trabalho em países como Nova York, Portugal e Espanha, acredita que essas exposições ajudam o artista na autocrítica e na sua valorização.

— É importante você estar onde outros artistas estão expondo, é uma forma até de analisar como está seu trabalho. Eu como baiano, soteropolitano e brasileiro trabalhar fora existe um reconhecimento maior.

Para o artista a interpretação do público diante das obras é muito particular, depende de fatores externos a ele.

— A arte é de muita interpretação, cada pessoa consegue enxergar de um jeito até diferente do meu olhar. Gosto de me expressar e fazer com que outras pessoas se identifiquem com a minha obra.