Bahia “Proteção ao animal é uma responsabilidade compartilhada”, diz mulher que abriga 70 cães 

“Proteção ao animal é uma responsabilidade compartilhada”, diz mulher que abriga 70 cães 

Há 10 anos, a aposentada começou a retirar os animais das ruas e levar para sua residência

“Proteção ao animal é uma responsabilidade compartilhada”, diz mulher que abriga 70 cães 

Dulce Santana largou a contabilidade e, atualmente, abriga mais de 70 cachorros

Dulce Santana largou a contabilidade e, atualmente, abriga mais de 70 cachorros

Reprodução/Record Bahia

O amor pelos animais fez uma aposentada transformar sua residência no bairro de São Cristóvão, em Salvador, em um abrigo para animais de rua.  Dulce Santana largou a contabilidade e, atualmente, abriga mais de 70 cachorros em casa.

— É o amor incondicional, é a compaixão pelo próximo. O próximo precisa de você. Então, todos os dias, a luta é árdua, a luta é difícil, mas a gente sabe onde quer chegar.

Há 10 anos, a aposentada começou a retirar os animais das ruas e levar para sua casa. O imóvel é igual a qualquer outro, com sala, quarto, varanda e animais espalhados para todos os lados.

— Minha vida tá aqui. Essa é minha vida (sic).

A aposentada se desdobra em cuidados 24 horas por dia, sete dias por semana. E os gastos são altos, pois, segundo Dulce, os cachorros consomem 18 kg de ração por dia, chegando a meia tonelada por mês. Mas, o trabalho da aposentada só é possível graças a doações e ajuda de voluntários.

Ainda segundo Dulce, todos os animais recolhidos são saudáveis. Os bichanos passam por exames, são vacinados e castrados, “para que eles fiquem aptos para adoção”. 

— A gente quer que o animal, que um dia fora abandonado, tenha dignidade, saia da invisibilidade, que a sociedade os enxergue.

A maioria dos cachorros é vira-lata, mas também tem animais das raças bull terrier e labrador. E se engana quem acha que a aposentada não conhece todos os animais. Pelo contrário, Dulce sabe o nome de cada cãozinho levado para casa.

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A residência da aposentada é igual ao coração de mãe, sempre cabe mais um. E, por isso, ele pede a doação de um terreno, pois o espaço está ficando pequeno, assim como a ração para matar a fome dos cães.

Movida pelo amor, a aposentada não vê barreiras para ajudar os bichos que, em sua maioria, sofreram maus tratos e foram abandonados, pois ela acredita que “a proteção ao animal é uma responsabilidade compartilhada, não é só minha. Eu dou minhas mãos, meu espaço, minha casa, mas a sociedade precisa dar a sua parte”.

— O final desse resgate termina quando eles são inseridos num lar.