Bahia Salvador dá show e encerra participação na Copa o Mundo com balanço positivo

Salvador dá show e encerra participação na Copa o Mundo com balanço positivo

Com 90% dos quartos de hotel alugados, Salvador teve a 2ª maior ocupação hoteleira 

Salvador dá show e encerra participação na Copa o Mundo com balanço positivo

Arena Fonte Nova

Arena Fonte Nova

Divulgação

Dentro de campo, a seleção brasileira deu vexame na Copa do Mundo de 2014 e perdeu de goleada na semifinal, ficando apenas em quarto lugar. Mas, fora das quatro linhas, a capital baiana mostrou que estava preparada para receber os jogos e encerrou a participação no evento esportivo com um balanço positivo.

Muitos estrangeiros e brasileiros vieram conferir de perto “o que é que a capital baiana tem. Entre 06 de junho e 05 de julho de 2014, data do último jogo que Salvador recebeu, 719 mil passageiros passaram pelo aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, sendo 677 mil de voos domésticos e 42 mil provenientes de voos internacionais. De acordo com a assessoria da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), houve um aumento na movimentação do aeroporto de aproximadamente 5%, se comparado ao mesmo período de 2013.

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Na primeira fase do mundial, a primeira capital do Brasil sediou quatro partidas, na Arena Fonte Nova, e recebeu os jogos das seleções da Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal, Suíça, França, Bósnia e Irã. O estádio também foi o cenário dos confrontos entre Estados Unidos e Bélgica, pelas oitavas de final, e Costa Rica e Holanda, pelas quartas de final.

Com 90% dos quartos de hotel alugados, a capital baiana teve a segunda maior ocupação hoteleira na primeira fase, entre 11 a 18 de junho, de acordo com o Ministério do Turismo. Esses dados foram confirmados por Silvio Pessoa, vice-presidente do SHRBS (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte), que revelou ainda que os hotéis tiveram um lucro de cerca de 200% acima do normal.

Mesmo sem ser turista, com um olhar mais acostumado com a paisagem local, a infraestrutura montada na capital baiana para receber as partidas também agradou o técnico de informática Everton Luis Silva dos Santos, de 32 anos.

O soteropolitano se rasgou em elogios ao falar sobre a estrutura em Salvador. Entre os pontos avaliados positivamente está o acesso ao estádio nos dias do jogo e o trânsito, que costuma ser caótico. Ele não encontrou problema no deslocamento de sua residência, na Cidade Baixa, para assistir ao jogo entre Alemanha e Portugal.

— Foi bom, pela facilidade do acesso. Entrei de taxi e fui andando até o estádio tranquilo. Achei a questão de comida e bebida muito caro, mas a estrutura da Arena eu achei ótima, bem bonito. Achei bem organizado.  “O trânsito não estava tão complicado, como eu imaginei como ia estar”.

Mas, Santos criticou o esquema de segurança montado para o evento. Ele achou que o policiamento ficou concentrado na região do estádio e nos pontos turísticos, a exemplo da Barra, onde ocorreu a Fifa Fan Fest, e do Pelourinho, deixando a desejar em outros bairros. Apesar disso, ele acha que Salvador conseguiu dar conta do recado e recebeu bem os torcedores durante os jogos.

O mesmo quesito foi bem avaliado pelo costa-riquenho Jeremy Lopez, de 26 anos. Em sua segunda visita ao País, o turista gostou do que viu em Salvador, onde aproveitou também para assistir a partida entre Estados Unidos e Bélgica. Ele e um grupo de amigos fizeram uma verdadeira peregrinação por cinco cidades-sede por onde a Costa Rica jogou e aprovou as obras realizadas na “terra do Axé”.

— Eu não vi nenhuma briga ou alguém roubando.

A assessoria da SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que os dados com o balanço das ocorrências registradas durante a Copa do Mundo só serão passados em coletiva realizada pelo Governador e o secretário de segurança pública, após o final do mundial de futebol.
Para Lopez, Salvador tem a vantagem de ter pontos turísticos próximos do estádio onde os jogos foram realizados, em comparação com as outras cidades, pois demora menos para se locomover para outros lugares da cidade.

— Eu conheço Salvador, por isso gosto mais. Em Recife, o estádio fica bem longe, demora 1h30, tem que pegar metro, ônibus.

A hospitalidade do povo baiano conquistou o  turista, que deu nota 8, em uma escala de 0 a 10, para infraestrutura montada na cidade.

A boa impressão causada pela capital baiana foi confirmada por uma pesquisa realizada pela FeBHA (Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação) e pelo SHRBS  nos 31 maiores hotéis de Salvador. Durante o período de 11 de junho a 06 de julho, houve média de 72,26% de ocupação dos leitos.

A maior taxa foi registrada durante o confronto entre as seleções da Holanda x Costa Rica, quando 96% dos quartos foram ocupados. O menor índice foi notado no jogo entre Irã x Bósnia, com 62% de ocupação.

Os donos de bares e restaurantes também marcaram um gol de placa durante a realização do mundial, pois o número de clientes que acompanhou os jogos nesses estabelecimentos foi acima do esperado, com aumento de 30% na clientela. De acordo com Silvio Pessoa, o lucro dos bares e restaurantes ficou entre 200% e 300% acima do normal. Os estabelecimentos foram obrigados a contratar mais pessoal.
 
# PartiuArena!

Os torcedores tiveram algumas opções de transporte para assistir aos jogos no Estádio Arena Fonte Nova.
Quem escolheu o ônibus pôde contar com as 10 linhas especialmente criadas para os dias de jogos, além das que habitualmente passam pelo entorno da Arena Fonte Nova, ao lado do Dique do Tororó, que tiveram o itinerário modificado. As linhas especiais seguiram para o estádio em viagens expressas a partir de alguns pontos da capital baiana. Duas das 10 linhas possuíam funções específicas: uma foi voltada para portadores de deficiência e mobilidade reduzida e a outra fez o roteiro dos hotéis até o estádio.  .

Cerca de 10 mil pessoas optaram pelo serviço de táxi, diariamente, que transportou pouco mais de 60 mil torcedores nos dias dos jogos, segundo dados da Transalvador (Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador).

A outra opção foi o recém-inaugurado metrô que, nos dias de jogos, foi exclusivo para torcedores que tinham o ingresso. Aproximadamente 32 mil dos 300 mil torcedores foram à Arena Fonte Nova pelo metrô, correspondendo a 10,6% do público total que esteve no estádio nos seis jogos.

O metrô realizou, em média, 46 viagens por jogo e a taxa média geral de ocupação foi de 22%. O trajeto aconteceu entre as estações do Acesso Norte e do Campo da Pólvora, em oito minutos. Toda a operação ocorreu sem acidentes ou incidentes, de acordo com as informações da CTB (Companhia de Transportes da Bahia).