Salvador: suspeito de assédio em universidade é preso por estupro

R7 Bahia denunciou caso com exclusividade

Douglas teria assediado estudantes da UNIFACS e Unijorge
Douglas teria assediado estudantes da UNIFACS e Unijorge Divulgação / SSP

Douglas Mendes Lopes, 30 anos, aluno do primeiro semestre de Design Gráfico da Universidade Salvador (UNIFACS), foi indiciado por estupro, após se masturbar na frente de, pelo menos, duas de suas colegas de faculdade.

O caso foi denunciado com exclusividade pelo R7 Bahia

Preso em flagrante na última sexta-feira (10), Douglas participou de audiência de custódia realizada segunda (13), tendo sua prisão convertida em preventiva.

No final da manhã desta terça-feira (14), Douglas, que estudou anteriormente na Unijorge, foi apresentado à imprensa, acusado por duas colegas de colocar o órgão genital para fora da calça e se masturbar.

"Ontem, duas estudantes da Unijorge telefonaram. falando que ele teve este mesmo procedimento quando estudou por lá", contou a titular da 16 Delegacia Territorial (Pituba), delegada Selma Reis.

A titular explicou ainda que, na sexta-feira (10), seguranças da Unifacs acompanharam o caso através das câmeras e avisaram aos policiais da 16ª DT. "Nossa equipe foi até ao local e prendeu Douglas em flagrante", disse Selma, acrescentando que, durante o interrogatório, debochou do trabalho da polícia, chegando a falar que logo estaria solto. "Ele se enganou", ressaltou Selma, observando que Douglas será encaminhado, ainda nesta terça-feira (14), para o sistema prisional.

Se condenado, o acusado poderá pegar pena entre seis e dez anos. Douglas foi expulso da UNIFACS. Ele nega o crime.

Procurada, a Diretoria de Marketing e Relacionamento (DMR), bem como a assessoria de imprensa da UNIFACS, em nota, disseram que "a Universidade Salvador está tomando todas as providências necessárias para esclarecer os fatos e tomar as medidas cabíveis em relação à situação".

A nota segue afirmando que a instituição "repudia qualquer ato de assédio e violência de gênero dentro e fora da instituição. Encorajamos todas as mulheres vítimas de abuso a denunciarem".

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