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Saiba tudo sobre os Planos de Previdência Privada

Enquanto o governo discute a Reforma da Previdência, muitas pessoas se perguntam: vale a pena ter um Plano de Previdência Privada? O Economia em 5 Minutos ajuda a entender o que é e como funcionam esses planos.

O que é a Previdência Privada?

A previdência privada não está ligada ao Instituo Nacional do Seguro Social (INSS). É feita por instituições financeiras, funciona como um complemento à previdência pública e a fiscalização é feita por um órgão federal, a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No plano de previdência privada é possível escolher o valor e o tempo que deseja contribuir. Obviamente que o valor a ser recebido no final será proporcional ao que foi investido. Outro ponto que a diferencia do INSS é a possibilidade de resgate desse dinheiro a qualquer momento.

Qualquer pessoa pode ter um plano e, no geral, não é necessário comprovar renda. Um bebê, por exemplo, pode ter um plano de previdência pago pelos pais.

Para contratar um plano de previdência privada é preciso ficar atento a pelo menos dois passos.  O primeiro deles é a escolher a modalidade (PGBL ou VGBL), o segundo é escolher o regime de tributação (Tabela Progressiva ou Regressiva).

Quais são as modalidades?

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

Indicado para pessoas que tem uma renda mais alta, porque o valor pago pode ser abatido do Imposto de Renda. Os valores investidos no plano podem abater até o limite de 12% da base de cálculo, na Declaração Anual de IR. Vale destacar que o imposto incide sobre o valor total resgatado.

VGBL - Vida Gerador de Benefício Livre

É ideal para quem é isento ou declara o Imposto de Renda pelo modelo simplificado. Também é indicado para quem deseja aplicar mais de 12% da sua Renda Bruta em Previdência Privada ou apenas diversificar investimentos. Os valores investidos no plano não são dedutíveis do Imposto de Renda.

Impostos:

No momento da contratação é possível optar entre duas formas de regime tributário. A Progressiva que segue tabela do Imposto de Renda e a Regressiva segue a tabela com alíquotas de prazo de permanência.

A Progressiva é a mesma que determina a alíquota do Imposto de Renda sobre o seu salário. Na prática, o que determina a alíquota sobre o plano de previdência é o valor a ser resgatado ou transformado em renda.

Como o que está em jogo é o quanto irá para o bolso, a opção pela tabela progressiva é mais indicada em duas situações: para quem tem a intenção de sair do fundo em um prazo mais curto ou se estiver poupando com o objetivo de receber uma renda mensal que fique na faixa de isenção do IR ou próxima a essa, cuja alíquota não ultrapasse os 7,5%.

A Regressiva é vinculada ao tempo da aplicação. Quanto maior for o prazo de acumulação ou quanto mais tempo permanecer no plano, menor será a alíquota de imposto de renda na hora do resgate ou recebimento da renda. Essa tabela é a escolha certa para o investidor que tem a perspectiva de resgatar o dinheiro apenas a longo prazo; quanto mais tempo permanecer no plano, menor será a alíquota do Imposto de Renda.

Taxas:

Fique atento as taxas cobradas pelas instituições financeiras. Atualmente, são cobradas taxas de administração (anual), taxas de carregamento (sobre cada contribuição) e de saída (no momento de resgate).