Brasil 74% dos paulistanos já sofreram ou viram queda em calçadas, diz estudo

74% dos paulistanos já sofreram ou viram queda em calçadas, diz estudo

Pesquisa da Rede Nossa São Paulo mostrou ainda que a qualidade dos passeios é o principal problema apontado por quem anda a pé na cidade

  • Brasil | Márcio Pinho, do R7

Buracos na calçada da Rua 24 de Maio, no Centro de São Paulo

Buracos na calçada da Rua 24 de Maio, no Centro de São Paulo

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Setenta e quatro por cento dos paulistanos já caíram ou presenciaram quedas em calçadas, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (6) pela Rede Nossa São Paulo. O estudo ouviu 800 pessoas em diferentes regiões da capital e constatou que a principal reclamação diz respeito à qualidade dos passeios, superando problemas como a falta de segurança. 

Os relatos de quedas são ainda maiores entre os entrevistados na zona norte, região marcada por ruas com declives. Nessa área, o índice chega a 80%.

Depois da queda em calçadas, a segunda situação mais comum segundo os entrevistados foi assalto e/ou agressão física, com 60% afirmando que já foram vítimas ou presenciaram. Depois aparecem atropelamento (53%), ameaça (53%) e assédio (47).

A preocupação do paulistano com a qualidade das calçadas é confirmada em outras perguntas da pesquisa. Quando questionados sobre o problema específico que enxergavam nas calçadas, os muncípies apontaram justamente aqueles que têm maior relação com as quedas. Buracos ficaram em primeiro lugar com 68%, seguidos por irregularidades (53%), calçada estreita (47%) e falta de segurança e iluminação insuficiente (39%). 

Além disso, para 68% da população paulistana, manutenção das calçadas é a ação mais urgente a ser adotada pela administração municipal em relação ao bem-estar de pedestres da cidade.

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Os dados são mais preocupantes se considerado que a maioria das viagens feitas por dia em São Paulo acontecem a pé. Segundo a pesquisa Origem e Destino, feita pelo Metrô em 2017, são 12,8 milhões de viagens desse tipo por dia, considerando os variados destinos: escola, trabalho, lazer.

Para o coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, o estudo chama a atenção para a importância de melhorias nesse deslocamento. Ele defende que não basta "tapar buracos", e que é necessário criar um ambiente favorável às caminhadas considerando os diferentes aspectos: piso, iluminação, segurança, qualidade do ar etc.

"Precisamos criar ambientes favoráveis. Além de chegar ao seu destino, a pessoa caminhando consegue observar a história de seu bairro, a arquitetura, a natureza e sentir o pertencimento à cidade. Isso traz inúmeros benefícios, inclusive para a segurança dos bairros", diz

A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais.

Arte / R7

A íntegra está disponível no site da Rede Nossa São Paulo

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