CPI da Covid

Brasil A gente precisa se preparar para as próximas pandemias, avisa Luana

A gente precisa se preparar para as próximas pandemias, avisa Luana

Médica disse à CPI da Covid que ações do Brasil no combate ao coronavírus darão base para combate a pandemias no futuro

  • Brasil | Do R7, com Agência Estado

Médica criticou falta de estrutura na saúde nacional para combater pandemia

Médica criticou falta de estrutura na saúde nacional para combater pandemia

Waldemir Barreto/Agência Senado - 02.06.2021

A médica infectologista Luana Araújo afirmou à CPI da Covid nesta quarta-feira (2), que as ações contra a pandemia do novo coronavírus são importantes para garantir o sucesso do Brasil em novas pandemias, que podem surgir nos próximos anos.

"A gente precisa se preparar para as próximas pandemias, tudo que a gente fizer agora, vira fundação para os próximos desafios de doenças infecciosas que a gente há de enfrentar", disse, em resposta à senadora Simone Tebet (MDB-MS). 

Questionada sobre as ações do Brasil na pandemia do novo coronavírus, a infectologista criticou a falta de estrutura para combate à crise sanitária. "Faltam equipes técnicas, faltam gestões profissionalizadas da saúde, faltam profissionais da saúde pública, em todas as instâncias, faltam infectologistas em todas as instâncias. A gente tem um longo caminho a percorrer". 

Ela, contudo, elogiou em diversas oportunidades o ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante seu depoimento aos senadores. Luana advogou a favor do ministro que, na sua avaliação, tem "toda a competência" para lidar com as dificuldades da pandemia e também afirmou que deposita nele, como "médica e cidadã", todas as suas esperanças de que ele possa exercer seu trabalho à frente da Saúde.

A infectologista foi convidada pelo ministro para ocupar o cargo de secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, mas deixou a equipe de Queiroga dez dias depois de ser indicada, antes mesmo de sua nomeação se confirmar.

A não confirmação da indicação de Queiroga levantou questionamentos sobre a autonomia do ministro na Pasta. Durante sua oitiva, Luana afirmou não saber o que teria motivado a não confirmação de sua indicação, mas declarou não haver motivos para que Queiroga impedisse que ela assumisse o cargo.

Durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, no mês passado, Queiroga afirmou que a médica era uma "pessoa qualificada", e que tinha as condições técnicas para exercer "qualquer função pública", mas que não foi nomeada porque além de "validação da técnica", era necessário "validação política" para nomeação.

Últimas