Novo Coronavírus

Brasil 'A gente se prepara pra tudo', diz Bolsonaro sobre prorrogar auxílio

'A gente se prepara pra tudo', diz Bolsonaro sobre prorrogar auxílio

"A gente espera que não seja necessário e que o vírus esteja realmente de partida no Brasil", disse o presidente a apoiadores no Palácio do Planalto

  • Brasil | Do R7, com Reuters

Bolsonaro: "Tem que esperar as coisas acontecerem"

Bolsonaro: "Tem que esperar as coisas acontecerem"

Adriano Machado/Reuters - 27.10.2020

O presidente Jair Bolsonaro não descartou nesta terça-feira (24) uma nova prorrogação do auxílio emergencial, ajuda paga pelo governo federal aos vulneráveis até o final do ano como forma de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

"A gente se prepara para tudo, mas tem que esperar as coisas acontecerem. [...] Esperamos que não seja necessário", disse o presidente em um vídeo editado publicado nas redes sociais após ser questionado por apoiadores a respeito da possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial, que já foi estendido uma vez

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"Espero que não seja necessário porque é sinal de que a economia vai pegar e não teremos novos confinamentos no Brasil", acrescentou. "A gente espera que não seja necessário e que o vírus esteja realmente de partida no Brasil, tá okay?", emendou.

Nos primeiros meses da pandemia, o governo custeou um auxílio no valor de R$ 600 mensais para autônomos, desempregados e microempreendedores de baixa renda. A partir de setembro, o valor foi reduzido para R$ 300. Publicamente, o presidente sempre tem alertado para o impacto da ajuda nas contas públicas brasileiras e que um dia esse suporte vai ter que acabar.

A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado, calcula que uma prorrogação, por quatro meses do auxílio emergencial, no valor de R$ 300, para cerca de 25 milhões de pessoas custaria aos cofres públicos cerca de R$ 15,3 bilhões.

Mais cedo, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou que ação do governo em caso de uma nova onda de coronavírus será "em escala muito menor" e disse existir espaço "praticamente zero" para a prorrogação do benefício.

"Sempre considerando que recurso é muito escasso. Já era escasso antes e agora é praticamente zero de espaço. Aprender e agir, é claro que provavelmente se tiver vai ser algo em escala muito menor", comentou Funchal.

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