Brasil “A verdade tudo vence”, diz Collor ao comemorar a absolvição no STF

“A verdade tudo vence”, diz Collor ao comemorar a absolvição no STF

Ex-presidente foi considerado inocente da acusação de desviar dinheiro público

“A verdade tudo vence”, diz Collor ao comemorar a absolvição no STF

Collor lamenta ter sido condenado antecipadamente pela população

Collor lamenta ter sido condenado antecipadamente pela população

ABr

O ex-presidente Fernando Collor de Mello comemorou, nesta segunda-feira (28), o resultado do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que o inocentou das acusações de desvio de dinheiro público, e criticou as pessoas que o condenaram no passado.

Na última quinta-feira (24), o atual senador foi absolvido porque os ministros não encontraram provas que pudessem confirmar a denúncia de que ele chefiava um esquema de corrupção dentro da Presidência da República, que desviava dinheiro público por meio de contratos de publicidade.

Aliviado por ter conseguido provar sua inocência, Collor subiu na tribuna do Senado e disse que o resultado vai reescrever a história do País.

— O resultado [do julgamento] veio não apenas me aliviar das angústias que tenho vivenciado nos últimos 23 anos, mas, igualmente, veio reescrever a história do Brasil na parte referente ao período em que exerci, com muito orgulho e honra, pelo voto direto de todos os brasileiros, a Presidência da República Federativa do Brasil.

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Em seu discurso, Collor afirmou que “o tempo é o senhor da razão” e que “a verdade tudo vence”. Ele lamentou o fato de ter sido agredido por "acusações infundadas" e disse ainda ter sido condenado sem julgamento, referindo-se ao processo de impeachment.

Para Collor, a absolvição dada pelo STF vai resgatar sua imagem de homem público e revelar a verdade para as gerações que não acompanharam o caso e apenas ouviram um lado da história.

— A decisão do Supremo Tribunal Federal permitirá mais do que o resgate da justiça e da imagem de um homem público, a reflexão da sociedade em geral sobre a verdade dos fatos e, em particular, de uma geração de jovens, que tão somente ouviram inverdades ou estudaram em livros tendenciosos por versões falseadas.

A decisão do Supremo acolhe os argumentos da defesa do ex-presidente, que alega que a denúncia do Ministério Público não apresentou nenhuma prova das acusações de corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato (uso da função pública para desviar recursos).

Apesar de o prazo transcorrido entre o suposto crime e o julgamento ter excedido o permitido por lei e por isso a punição não ser mais possível, os ministros julgaram as acusações e concluíram que não há evidência que comprovem as denúncias.