Brasil Acusado de receber propina, chefe de gabinete de Guido Mantega pede demissão

Acusado de receber propina, chefe de gabinete de Guido Mantega pede demissão

Marcelo Fiche e seu secretário-adjunto são supeitos de favorecer empresa dentro do governo

Acusado de receber propina, chefe de gabinete de Guido Mantega pede demissão

Chefe de gabinete de Mantega é suspeito de receber propina

Chefe de gabinete de Mantega é suspeito de receber propina

Elza Fiúza / Agência Brasil

O chefe de gabinete do ministro da Fazenda Guido Mantega, Marcelo Fiche, e seu secretário-adjunto, Humberto Alencar, ambos acusados de receber propina de uma empresa de comunicação empresarial para favorecê-la em contratos com o governo, pediram demissão nesta sexta-feira (28).

Após as denúncias, que vieram à tona em reportagem publicada na revista Época, Fiche saiu de férias para se defender das acusações. No entanto, ele decidiu não voltar à chefia de gabinete para que as “investigações sejam feitas com tranquilidade”.

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Na carta de demissão, Fiche afirma esperar que os esclarecimentos sejam feitos de forma rápida e reafirma sua inocência.

— Tenho sido atacado injustamente, inclusive com ilações mentirosas sobre a minha vida privada na imprensa. Não sei a que interesses servem tais ataques, mas posso dizer com toda tranquilidade que fizemos um processo licitatório para contratação de empresa de assessoria de imprensa do Ministério com todo zelo e respeito pela coisa pública.

Na carta, ele explica ainda que seu secretário-adjunto também não retornará das férias pelo mesmo motivo. 

Acusações

As denúncias de recebimento de propina dentro do Ministério da Fazenda foram feitas pela secretária da empresa Partners, companhia contratada para fazer assessoria de imprensa da pasta.   

A funcionária, responsável pelas tarefas burocráticas da empresa, procurou a imprensa para contar que era também encarregada de sacar e levar pessoalmente o dinheiro a Fiche e Alencar. Segundo a reportagem, os dois teriam recebido das mãos da secretária um total de R$ 60 mil.  

O pagamento era feito em troca de favorecimento à empresa em contratos firmados com o Ministério da Fazenda. A suspeita é de que a Partners teria vencido o pregão eletrônico mesmo sem apresentar toda documentação necessária e que os serviços cobrados eram superfaturados.  

Leia a íntegra da carta de demissão

Diante das notícias veiculadas hoje por alguns veículos de imprensa, informo que pedi ao ministro Guido Mantega para, ao final das minhas férias, não retornar à chefia de gabinete. Dessa forma, contribuo para que as investigações ora em curso sejam feitas com toda tranquilidade e com a maior celeridade possível para que a verdade seja restaurada e as mentiras que foram publicadas sobre a minha pessoa sejam rapidamente derrubadas.

Tenho sido atacado injustamente, inclusive com ilações mentirosas sobre a minha vida privada na imprensa. Não sei a que interesses servem tais ataques, mas posso dizer com toda tranquilidade que fizemos um processo licitatório para contratação de empresa de assessoria de imprensa do Ministério com todo zelo e respeito pela coisa pública e que, por ter sido pela modalidade pregão eletrônico (menor preço) em vez de técnica e preço, gerou uma grande economia aos cofres públicos.

Informo também que, a pedido dele mesmo, e com o mesmo objetivo, o chefe da assessoria técnica, Humberto Alencar, também não retornará a sua função ao final de suas férias.

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