Imposto de Renda 2019
Brasil Antecipação da restituição do Imposto de Renda exige cautela

Antecipação da restituição do Imposto de Renda exige cautela

O desejo de ter o dinheiro de imediato pode ser uma armadilha para o brasileiro, pois como qualquer empréstimo existe a cobrança de taxa de juros

Imposto de Renda

Antecipar a restituição do imposto de renda pode ser uma armadilha

Antecipar a restituição do imposto de renda pode ser uma armadilha

Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 21.3.2019

Antecipar a restituição do Imposto de Renda pode não ser a melhor solução para o brasileiro que encara problemas financeiros ou que deseja ter o dinheiro de imediato. Isso porque a antecipação pode trazer mais problemas do que benefícios.

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Assim como qualquer empréstimo, a antecipação do Imposto de Renda implica na cobrança de taxa de juros, que neste caso é de no mínimo 2,25% ao mês. “Imagina que você tem R$ 1.000 para receber de um amigo futuramente, e aí um outro amigo seu te oferece esses R$ 1.000 de imediato, mas para isso você terá que pagar R$ 1.200, ou seja, R$ 200 de juros nos próximos meses. É exatamente isso”, explica Fabrizio Gueratto, Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

Gueratto ressalta que, a não ser que haja uma situação emergencial, do ponto de vista financeiro, não vale a pena antecipar a restituição do Imposto de Renda. “Não vale a pena pegar empréstimo. Então de maneira geral é um erro. O desejo de ter o dinheiro na mão é puramente emocional. Não tem nenhum fator racional que justifique antecipar o IR.”

No entanto, o financista explica que há situações em que a antecipação da restituição do imposto de renda é um bom negócio. A primeira é se a pessoa tiver uma dívida mais cara, como cheque especial ou cartão de crédito, em que a taxa de juros pode chegar até 20% ao mês. “Se há uma dívida de R$ 1.000, por exemplo, que em seis meses vai dobrar, aí é melhor você fazer a antecipação e quitar esse débito na hora.”

Outra situação é se a antecipação gerar uma economia ou geração de renda imediata. “Por exemplo, um motorista de aplicativo que gasta muito com combustível e precisa colocar um kit gás no seu carro para ficar mais econômico. O valor economizado será maior do que a taxa de juros cobrada no empréstimo. São situações muito específicas”, completa.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

Arte/R7