Brasil Anvisa cancela estudo clínico para a vacina indiana Covaxin no Brasil

Anvisa cancela estudo clínico para a vacina indiana Covaxin no Brasil

Após avaliação técnica, a agência decidiu nesta segunda-feira (26) a suspensão definitiva do pedido feito pela empresa Precisa

  • Brasil | Do R7

A Anvisa já havia suspendido o estudo de forma cautelar na última sexta-feira (23)

A Anvisa já havia suspendido o estudo de forma cautelar na última sexta-feira (23)

Adnan Abidi/Reuters

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta segunda-feira (26) o cancelamento definitivo do estudo clínico da vacina Covaxin, solicitado pela empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda.

A decisão foi tomada após avaliação técnica de que o fim da autorização da empresa Precisa para representar a vacina no país inviabiliza o cumprimento da normativa que trata da condução dos estudos clínicos de vacinas no país.

A Anvisa já havia suspendido o estudo de forma cautelar na última sexta-feira (23), após a comunicação sobre o rompimento de representação entre a empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda e o laboratório indiano Bharat Biotech, sediado na Índia. Com a confirmação das informações, a resolução que autoriza o estudo clínico foi cancelada.

O cancelamento envolve os dois processos que fazem parte de um pedido de pesquisa clínica. O primeiro é o que trata do documento de abertura do estudo, o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento, solicitado pela empresa. O segundo é o que trata do protocolo clínico da pesquisa, o Dossiê Específico de Ensaio Clínico, solicitado pela Sociedade Benef Israelitabras Hospital Albert Einstein

Investigações

A Bharat Biotech é a produtora da Covaxin. Em 25 de fevereiro, o Ministério da Saúde fechou contrato de R$ 1,6 bilhão com a Precisa, que representava a Bharat, para compra de 20 milhões de doses da vacina. A aquisição do imunizante é alvo de múltiplas investigações por suspeita de irregularidades e corrupção, que ganharam novo impulso com denúncia do chefe da divisão de importação no departamento de logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda,  que denunciou ter sofrido “pressão anormal” para liberar a importação do imunizante.

Tornou-se alvo da CPI da Covid, da PF (Polícia Federal), do MPF (Ministério Público Federal), da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União). O contrato foi suspenso pelo Ministério da Saúde em 29 de junho, após recomendação da CGU. A Precisa afirma que "jamais praticou qualquer ilegalidade".

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