Apesar de luto oficial, Câmara mantém votação de pacote anticorrupção

Plenário da Casa precisa ter, no mínimo, 257 deputados para iniciar a votação das medidas

Apesar de luto oficial, Câmara mantém votação de pacote anticorrupção

Por enquanto, há apenas 90 deputados registrados na sessão

Por enquanto, há apenas 90 deputados registrados na sessão

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Apesar do luto oficial decretado por conta do acidente aéreo envolvendo a equipe do Chapecoense, a votação do pacote das medidas anticorrupção está mantida na Câmara.

A sessão no plenário foi aberta por volta das 14h e o projeto é o primeiro item da pauta. Cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciar a abertura da ordem do dia e dar início à votação.

Para ter início a fase de votação é necessário a presença de, pelo menos, 257 deputados no plenário. Por enquanto, há apenas 90 deputados, embora na casa estejam 258.

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Após pressão das ruas, os deputados devem deixar de fora a chamada anistia ao crime de caixa 2 eleitoral. Haverá, no entanto, a apresentação de emendas que poderão mudar o texto aprovado na comissão especial na semana passada, como a inclusão de juízes e integrantes do Ministério Público Federal entre os que podem ser processados por crime de responsabilidade.

A medida é vista por procuradores como uma retaliação da Casa por conta das investigações da Operação Lava Jato.

Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou pesar pelo acidente aéreo na Colômbia que vitimou integrantes do time de futebol Chapecoense, de Santa Catarina, e da imprensa. Por meio de sua conta no Twitter, Maia disse que o País está consternado com a tragédia e manifestou solidariedade aos chapecoenses e familiares das vítimas.

Os deputados catarinenses Pedro Uczai (PT) e João Rodrigues (PSD) lamentaram o ocorrido com os profissionais que viajavam para disputar a final da Copa Sulamericana.

Conheça as vítimas da tragédia da queda do avião do Chapecoense

João Rodrigues disse que em um dia a cidade de Chapecó vivia uma de suas maiores alegrias com o time que iria disputar a final de uma competição internacional e, no outro, vive a maior tragédia da história do esporte brasileiro.

— Vivemos a maior tragédia da história do esporte brasileiro, com a equipe praticamente inteira perdendo a vida em um acidente. É um fato que marca na carne de todos nós.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) também falou sobre o choque que o acidente provocou aos moradores de Chapecó.

— Esta madrugada nos traz um choque, nos paralisa diante de uma coisa que a gente não quer acreditar. [...] É uma coisa inédita para um time de uma cidade de 201 mil habitantes conquistar essa vaga na final da Sulamericana, valendo-se apenas de muita transparência, competência e profissionalismo.