Brasil Após anunciar auxílio, Bolsonaro critica benefício próprio de Estados

Após anunciar auxílio, Bolsonaro critica benefício próprio de Estados

"Quanto mais gente vivendo de favor do Estado, mais dominado fica esse povo", disse o presidente sobre auxílio criado por estados

Agência Estado
Chefe do Planalto também voltou a se manifestar contra as medidas de isolamento

Chefe do Planalto também voltou a se manifestar contra as medidas de isolamento

Alan Santos/PR - 10.03.2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou governadores por criarem programas próprios de auxílio emergencial. O benefício do governo federal acabou em dezembro e só deve ser retomado em abril, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo e do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Na próxima segunda-feira (15), o Congresso deve promulgar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que autoriza o novo pagamento pela União.

Além de criticar os auxílios, o chefe do Planalto também voltou a se manifestar contra as medidas de isolamento. Para especialistas e autoridades sanitárias, porém, o lockdown é a única medida a ser adotada para conter o avanço da covid-19 antes de a população ser vacinada. Além disso, o auxílio financeiro foi criado como renda para que as pessoas façam o isolamento social.

"Pessoal vai devagar, devagar, tirando seus meios, tirando sua esperança, tirando teu ganha-pão, você a passar a ser sustentado pelo Estado. Você viu que tem governador agora falando em auxílio emergencial? Querem fazer o Bolsa Família próprio", disse Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, durante a manhã desta sexta-feira (12). "Quanto mais gente vivendo de favor do Estado, mais dominado fica esse povo."

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo informou em fevereiro, governadores e prefeitos criaram ou prorrogaram programas próprios para atenuar a ausência de renda e o desemprego acentuados com a pandemia de covid-19.

A iniciativa ocorreu em cidades de ao menos 14 Estados diante da incerteza sobre a renovação do auxílio emergencial do governo federal.

Apesar da crítica ao "favor" estatal, o presidente da República anunciou nos últimos dias uma nova rodada do benefício com quatro parcelas de R$ 250 em média.

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