Operação Lava Jato
Brasil Após constrangimento no STF, Cunha evita dar declarações

Após constrangimento no STF, Cunha evita dar declarações

Presidente da Câmara se sentou ao lado do PGR, Rodrigo Janot, que o denunciou ao Supremo

Após constrangimento no STF, Cunha evita dar declarações

Eduardo Cunha (esq.) passou por constrangimento na abertura do ano judiciário nesta segunda-feira (1º) no Supremo

Eduardo Cunha (esq.) passou por constrangimento na abertura do ano judiciário nesta segunda-feira (1º) no Supremo

Nelson Jr./1º.02.2016/SCO/STF

A passos largos e com pouca disposição para dar declarações, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou na tarde desta segunda-feira (1º) em seu gabinete após participar da sessão de abertura do ano judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal).

Cunha, que pretendia dar entrevista na saída do evento, recusou-se a comentar o constrangimento de sentar-se ao lado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o denunciou ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro.

Na solenidade, o presidente da Câmara teve de acompanhar o discurso de seu desafeto enaltecendo as investigações da Operação Lava Jato.

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O peemedebista enfrentará nos próximos dias o julgamento no Supremo de um pedido de afastamento do cargo, também feito pela Procuradoria Geral da República.

Acompanhado de seguranças, Cunha atravessou o Salão Verde dizendo apenas que falaria mais tarde. Limitou-se a confirmar que ainda não encaminhou ao STF os embargos de declaração questionando o julgamento do rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ao fazer referência, nos cumprimentos, às autoridades presentes na solenidade no STF, Janot ignorou a presença de Cunha. Durante seu discurso, o procurador-geral disse que a atuação ministerial se pautará pela impessoalidade e pelo apartidarismo.

Em um recado aos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras Janot disse que "holofotes não serão desligados e estarão direcionados à observância da ordem jurídica".