CPI da Covid

Brasil Após decisão do STF, CPI volta a ouvir diretora da Precisa. Assista

Após decisão do STF, CPI volta a ouvir diretora da Precisa. Assista

Sob pressão após decisão contrária do STF, Emanuela Medrades depõe com direito ao silêncio em perguntas incriminadoras

  • Brasil | Do R7

Com o direito de ficar calada para não criar provas contra si condicionado a avaliação dos senadores, a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, volta a ser ouvida a partir da noite desta terça-feira (13) pela CPI da Covid.

Ela começou seu depoimento na parte da manhã, já com o direito ao silêncio em perguntas que a poderiam incriminar, mas sua recusa para responder a perguntas básicas dos senadores levou a CPI a ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir esclarecimentos ao ministro Luís Fux sobre os fundamentos da decisão. 

Em resposta, Fux afirmou que cabe aos senadores avaliarem se a depoente abusa ou não do direito de ficar em silêncio e, caso julguem necessário, já têm os instrumentos para adotar providências. 

Coube a Emanuela, por meio da intermediária Precisa, a negociação do contrato entre o Ministério da Saúde e o laboratório Bharat Biotech, da Índia na negociação de 20 milhões de doses da Covaxin, no primeiro trimestre de 2021.

A compra é alvo de investigação da Polícia Federal, depois que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o servidor do Ministério da Saúde Ricardo Miranda afirmarem que avisaram o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de irregularidades no contrato.

O presidente se tornou alvo do inquérito por suspeita de prevaricação. Ele nega que não investigou a compra após ser avisado pelos irmãos e diz ter acionado o então ministro Eduardo Pazuello para buscar supostas irregularidades, o que não teria acontecido. 

Emanuela Medrades se recusou a responder perguntas básicas dos senadores

Emanuela Medrades se recusou a responder perguntas básicas dos senadores

Marcos Oliveira/Agência Senado - 13.07.2021

Últimas