Após frequentar restaurantes caríssimos, Cunha come arroz, feijão e frango na cadeia

Político foi preso na tarde de ontem e levado na hora para Superintendência da PF em Curitiba

Após frequentar restaurantes caríssimos, Cunha come arroz, feijão e frango na cadeia

Cunha desfruta noite em restaurante fino de São Paulo

Cunha desfruta noite em restaurante fino de São Paulo

Reprodução/Alo Alo Bahia

Há exatamente cinco meses, o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) jantava ao lado da mulher, Cláudia Cruz, em um dos melhores restaurantes de São Paulo: o Fasano. Na noite de quarta-feira (19), já sem o cargo de deputado e preso, ele jantou arroz, feijão e frango. Esse era o único menu disponível na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Acusado de envolvimento em diversos casos de propina, incluindo a Lava Jato, Cunha foi afastado do mandato em maio. Em setembro, foi cassado e, consequentemente, perdeu o foro privilegiado. Os processos foram para as mãos do juiz Sérgio Moro e o ex-parlamentar acabou preso na tarde de ontem

Cunha ficou conhecido pelas extravagências das quais é acusado de fazer com dinheiro de propina. Entre elas gastos incompatíveis com o salário de deputado com jantares em restaurantes renomados no mundo todo. 

Antes de comer arroz, feijão e frango na cadeia, quando ainda era um político influente, Eduardo Cunha frequentou alguns dos melhores restaurantes do mundo. Segundo as investigações, ele passou por estabelecimentos como La Tour d'Argent, Guy Savoy, Le Grand Véfour e Les Tablettes - Jean-Louis Nomicos. Os gastos do casal nesses estabelecimentos superaram R$ 15 mil.

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Nesta quinta-feira (20), o ex-deputado se reuniu novamente com advogados, após passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Ele está em uma das seis celas da carceragem, a mesma onde permanecem outros presos da Lava Jato: o empresário Marcelo Odebrecht e o ex-ministro petista Antonio Palocci. As celas não possuem comunicação entre si. 

A esperança de Cunha está em um habeas corpus que será impetrado pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A defesa vai questionar os argumentos do juiz Sérgio Moro que embasaram a prisão do político.