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Brasil Após recuperar passaporte, Wizard retorna aos Estados Unidos

Após recuperar passaporte, Wizard retorna aos Estados Unidos

Empresário, que ficou em silêncio na CPI da Covid, é suspeito de integrar suposto 'gabinete paralelo' que aconselhava Bolsonaro

  • Brasil | Do R7, com Estadão Conteúdo

Wizard se recusou a responder quase todas as perguntas dos senadores na CPI da Covid

Wizard se recusou a responder quase todas as perguntas dos senadores na CPI da Covid

Pedro França/Agência Senado - 30.06.2021

Após ter tido o passaporte devolvido por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o empresário Carlos Wizard retornou aos Estados Unidos neste fim de semana.

O bilionário, suspeito de integrar um suposto "gabinete paralelo" de aconselhamento a Jair Bolsonaro em questões relacionadas à pandemia, estava fora do país desde março por razões, segundo ele, familiares. Convocado para prestar depoimento na CPI da Covid, faltou à primeira data marcada pelos senadores e compareceu apenas na última quarta-feira (30).

Em seu depoimento, Wizard fez uso do habeas corpus que lhe garantiu direito ao silêncio e se recusou a responder a maioria das perguntas feitas pelos parlamentares. O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, sinalizou que vai recorrer do salvo-conduto.

Em postagem nas redes sociais, Wizard, que já é considerado investigado pela comissão partlamentar de inquérito, postou foto do neto recém-nascido comunicando que estava em solo norte-americano.

"Hoje um anjinho veio a Terra. Em sua infinita misericórdia o Senhor permitiu que eu retornasse aos EUA no dia do nascimento do Matteo, meu 19º neto", escreveu.

Na última sexta-feira, decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinou a devolução do passaporte. O documento estava retido a pedido da CPI da Covid depois que ele faltou ao primeiro depoimento na comissão parlamentar.

"Defiro a liminar para determinar a devolução do passaporte do paciente, incumbindo ao Juízo da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Campinas a adoção das providências necessárias. Comunique-se, com urgência, à autoridade impetrada e ao Juízo da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Campinas", escreveu.

Na semana passada, ao suspender a condução coercitiva do empresário, o ministro avisou que decidiria 'oportunamente' sobre a devolução do documento.

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