Coronavírus

Brasil Após sete meses, Brasil aplica 1,4 mi de doses da vacina por dia

Após sete meses, Brasil aplica 1,4 mi de doses da vacina por dia

País alcançou meta do governo mas ainda está longe do potencial máximo do SUS de vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia

  • Brasil | Gabriel Croquer, do R7

Resumindo a Notícia

  • Sete meses após início da campanha, Brasil tem ritmo acelerado de vacinação contra covid-19
  • De julho até metade de agosto, 63,5 milhões de doses foram aplicadas
  • Tendência deve aumentar ainda mais nos últimos quatro meses do ano
  • Ministério da Saúde prevê chegada de quase 300 milhões de doses no período
Especialistas alertam que cuidados devem ser mantidos após vacinação

Especialistas alertam que cuidados devem ser mantidos após vacinação

Amanda Perobelli/Reuters - 22/01/2021

Sete meses depois do início, a campanha de vacinação contra covid-19 no Brasil atingiu seu maior ritmo e aplicou até a metade de agosto neste mês 22.378.300 doses – média de 1.491.886 por dia. Até agora, 54,61% da população adulta está vacinada com pelo menos uma dose e 23,7% recebeu as duas doses ou a aplicação única. 

O avanço da vacinação foi acompanhado de redução de mortes e internações entre idosos de até 76%. A tendência, no entanto, dá sinais de reversão em alguns estados e já acendeu alerta em especialistas. 

"É importante continuar com as medidas de prevenção: distanciamento, evitar aglomeração, uso de máscara e higiene constante das mãos. Principalmente com a chegada dessa nova variante, a Delta, que transmite igual a catapora", diz a infectologista Ana Rachel Seni Rodrigues.

"Os casos estão aumentando no Rio de Janeiro, onde a Delta já parece ser a variante dominante. Ela pode dar sintomas muitos leves, como de um resfriado fraco, o que às vezes banalizado. Mas transmite muito, 97% a mais do que o vírus original." 

Desde a aplicação da primeira dose, no dia 17 de janeiro, em São Paulo, o país passou por altos e baixos no processo. No primeiro mês, foram 2,8 milhões de doses aplicadas, taxa que subiu a 6,3 milhões em fevereiro. Março, abril e maio trouxeram o primeiro crescimento relevante no ritmo de vacinação, com média mensal de 20 milhões em cada mês.

Problemas com a obtenção de IFA (insumo farmacêutico ativo) e a dependência das vacinas da Coronavac e Oxford, porém, mantiveram as entregas de doses irregulares em meio ao auge da segunda onda da pandemia, e a a capacidade no período passou longe do potencial do SUS (Sistema Único de Saúde) de aplicar cerca de 2,4 milhões de doses por dia. 

A campanha não foi o suficiente para frear o avanço da variante Gamma (P1) do coronavírus, se disseminou por todo o país e causou o colapso do sistema hospitalar em diversas capitais brasileiras.  

Em junho, o país finalmente chegou à meta estabelecida pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de um milhão de doses aplicadas por dia, o que se repetiu 18 vezes naquele mês. 

Fortalecida pela chegada de remessas da Pfizer e da Johson, a campanha manteve a crescente em julho e em agosto. São 63,5 milhões de aplicações, somando julho até o dia 15 de agosto. 

Em setembro, a previsão é da chegada de mais 66,5 milhões de doses, além das outras 42,5 milhões ainda não entregues em agosto. No último trimestre, o Ministério da Saúde conta com a chegada da maior remessa prevista em 2021: 226 milhões.

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