CPI da Covid

Brasil Aras se diz surpreso com convite para dar informações sobre CPI

Aras se diz surpreso com convite para dar informações sobre CPI

CDH do Senado quer ouvir o procurador-geral da República sobre as providências em relação ao relatório da CPI da Covid-19

  • Brasil | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O procurador-geral da República, Augusto Aras, durante sabatina na CCJ do Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, durante sabatina na CCJ do Senado

Roque de Sá/Agência Senado - 24.8.2021

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse ter sido "surpreendido" com o convite feito pela CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado para que ele compareça ao colegiado e preste esclarecimentos sobre as providências tomadas em relação aos fatos apontados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19.

Segundo nota divulgada na noite desta terça-feira (23) pela assessoria de imprensa da PGR (Procuradoria-Geral da República), Aras alega que "apenas no dia 9 de novembro a equipe designada pelo procurador-geral recebeu os documentos sigilosos reunidos ou produzidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito, ao longo de seis meses".

O comunicado da PGR diz ainda que o processo de compartilhamento do material foi concluído em 11 de novembro. 

De todo modo, a assessoria informou que "o procurador-geral sempre esteve e está aberto a receber integrantes do Parlamento, caso das comissões, para tratar de assuntos de interesse do país e não seria diferente em relação aos resultados da CPI".

Em 27 de outubro, os senadores da CPI entregaram uma cópia do relatório a Augusto Aras. O documento tem 1.289 páginas e 80 pedidos de indiciamento, dos quais 78 são de pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro, e dois de empresas.

Na mesma data em que entregaram o documento a Aras, os parlamentares também se reuniram com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, que apura informações falsas e ataques aos ministros da Corte Suprema, para fazer a entrega do relatório.

Existe o receio entre os senadores de o compilado com os trabalhos da CPI não ter andamento na PGR. A cúpula tem dito que, se a procuradoria não analisar o relatório no prazo de 15 a 30 dias, a intenção é entrar com uma ação penal privada subsidiária da pública.

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