CPI da Covid

Brasil Araújo: Ministério da Saúde optou por menos doses no Covax 

Araújo: Ministério da Saúde optou por menos doses no Covax 

Brasil decidiu receber doses de vacinas para 10% da população, em vez de 50%, na aliança global coordenada pela OMS

  • Brasil | Do R7

O ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou nesta terça-feira (18), na CPI da Covid, que foi do Ministério da Saúde a decisão de aderir à quantidade mínima de doses no consórcio Covax Facility. A aliança global coordenada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) envolve 150 países e é uma das frentes para a obtenção de vacinas e para evitar que toda a produção mundial acabasse concentrada pelos países mais ricos. 

O ex-ministro Ernesto Araújo

O ex-ministro Ernesto Araújo

Jefferson Rudy/Agência Senado - 18.05.2021

O acordo do governo brasileiro com o consórcio prevê 42 milhões de doses – o que atende 10% da população considerando as duas doses. No entanto, havia a opção de aderir a um contrato para garantir doses para 50% da população.

"Essa decisão não foi minha. Foi do Ministério da Saúde, dentro da sua estratégia de vacinação", afirmou. Questionado sobre a autoria da ordem, ele afirmou não saber, mas entender que teria sido do ministro da Saúde.

Ao aderir à quantidade mínima de doses no Consórcio, o Brasil deu preferência a acordos diretos com os laboratórios fabricantes para a obtenção dos imunizantes.

Polêmica com embaixador da China

O ex-chanceler afirmou que o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, errou ao criticar a família do presidente Jair Bolsonaro. Em um post no Twitter, o diplomata chamou a família do presidente de "veneno do Brasil" em março de 2020. As críticas foram rebatidas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que também usou as redes sociais à época para afirmar que a China teria escondido informações sobre a pandemia. 

Ernesto Araújo disse não endossar as palavras de Eduardo Bolsonaro, mas manteve a crítica ao embaixador chinês. "Na nota que eu fiz e publiquei como chanceler eu disse que o governo brasileiro não endossava as declarações de Eduardo Bolsonaro. No entanto, o embaixador da China tinha se excedido ao republicar uma publicação do Twitter que dizia que a família Bolsonaro é o veneno do Brasil. Procurei chamar atenção para isso", disse.

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