Eleições 2018
Brasil Assessores da campanha de Haddad enfrentam processos na Justiça

Assessores da campanha de Haddad enfrentam processos na Justiça

Gilberto Carvalho, Francisco Macena e Sérgio Gabrieli são alvos de investigações na Justiça e integram posições chave na campanha do petista

O presidenciável Fernando Haddad (PT): assessores são investigados

O presidenciável Fernando Haddad (PT): assessores são investigados

Photo Premium/Folhapress

Integrantes do núcleo duro da coordenação de campanha do candidato à Presidência da República do PT, Fernando Haddad, estão enfrentando processos na Justiça. Alguns deles, inclusive, figuram na operação Lava Jato e outros em campanhas anteriores do petista.

O tesoureiro da campanha, por exemplo, o ex-vereador de São Paulo Francisco Macena, responde a um processo na Justiça Eleitoral que apura um suposto caixa dois na campanha eleitoral para a prefeitura da cidade em 2012. Haddad também responde ao mesmo processo.

O processo foi aberto após afirmações de delatores ligados à empreiteira UTC que colocavam as contas da campanha sob suspeita durante um depoimento em um processo relacionado a operação Lava Jato.

Dois coordenadores de campanha do petista também enfrentam processos na Justiça, entre eles o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que responde por ações de improbidade administrativa enquanto estava no comando da estatal entre 2005 e 2012.

Outro coordenador de campanha que tem problemas com a Justiça é o ex-ministro Gilberto Carvalho, que aparece na investigação da operação Lava Jato e foi indiciado por corrupção passiva, em que teria recebido dinheiro para favorecer montadoras de automóveis.

Em nota, a assessoria de imprensa da campanha de Fernando Haddad (PT) diz que “as ações e investigações arroladas na reportagem não levaram a nenhuma condenação e são todas elas fortemente contestadas pelas provas de inocência apresentadas em cada um dos casos”.

O partido sustenta ainda que “são procedimentos antigos, em sua maioria deflagrados por setores partidarizados do Ministério Público e do sistema judicial, ressuscitados artificialmente às vésperas das eleições”.

“O conjunto comprova a seletividade do sistema judicial contra o PT, prática que ocorre em conluio com a mídia. E a análise individual dos casos expõe uma tentativa de pré-julgamento, que não corresponde ao Estado de Direito”, segue o comunicado da sigla.