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Brasil Associação pede que caminhoneiros liberem as estradas

Associação pede que caminhoneiros liberem as estradas

Abcam afirma que medida leva em conta a segurança dos caminhoneiros envolvidos nas paralisações

greve dos caminhoneiros

Caminhoneiros estão de braços cruzados desde 2ª-feira

Caminhoneiros estão de braços cruzados desde 2ª-feira

Tânia Rêgo/Agência Brasil - 25.05.2018

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), uma das principais entidades em apoio à paralisação dos profissionais do setor, solicitou nesta sexta-feira (25) que os caminhoneiros liberem as rodovias do País. 

O pedido da associação surge após o presidente Michel Temer dizer que o governo acionou as forças de segurança para desobstruir as estradas nacionais.

"A Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias", diz a entidade.

Apesar da solicitação de liberação das vias, a Abcam classifica como "lamentável" o que chama de manifestação tardia de Temer, que "preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria". 

Os caminhoneiros, que estão com os braços cruzados desde a segunda-feira (21), reivindicam o congelamento do preço do diesel e negociações para reduzir o preço do combustível. A Abcam revela ainda afirma que a categoria está desde outubro na expectativa de ser ouvida pelo presidente Temer.

Veja a íntegra da nota assinada pela Abcam, José da Fonseca Lopes:

"Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira (25), a Associação Brasileira dos Caminhoneiros Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.

Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.

Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

JOSÉ DA FONSECA LOPES

Presidente da Abcam"

Greve caminhoneiros arte

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Arte / R7