Brasil Bolsonaro anuncia André Luiz de Almeida Mendonça para a AGU

Bolsonaro anuncia André Luiz de Almeida Mendonça para a AGU

Advogado de carreira da instituição assume cargo a partir de janeiro. Ele começou na AGU em Londrina e chegou ao posto de corregedor-geral

Bolsonaro anuncia André Luiz de Almeida Mendonça para a AGU

Mendonça está na AGU desde 2000

Mendonça está na AGU desde 2000

Divulgação/Vera Lúcia Massaro/Alesp - 29.03.2012

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta quarta-feira (21) o nome de André Luiz de Almeida Mendonça para comandar a AGU (Advocacia-Geral da União).

"Informo a todos que a Advocacia Geral da União será liderada pelo senhor André Luiz de Almeida Mendonça, advogado com ampla vivência e experiência no setor", escreveu Bolsonaro em seu perfil no Twitter.

Mendonça é profissional de carreira da AGU desde 2000. Ele começou como procurador-seccional da União em Londrina (PR), passou ao cargo de vice-diretor da Escola do órgão, foi coordenador de Medidas Disciplinares e chegou ao cargo de corregedor-geral.

Formado em direito em 1993 na Faculdade de Direito de Bauru, no interior de São Paulo, Mendonça fez mestrado na Universidade da Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito e é doutorando na mesma universidade com o projeto “Estado de Derecho y Gobernanza Global” ("Estado de Direito e Governança Global"). Ele também é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília.

Mendonça ganhou destaque na AGU ao ser vencedor da categoria especial do Prêmio Innovare/2011 — que homenageia práticas eficientes no Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e advocacia. O Innovare reconheceu as práticas de combate à corrupção adotadas pela AGU.

Atualmente com status de ministério, a AGU pode perder esse nível a partir de 2019, de acordo com o ministro-extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni. A decisão ainda não foi tomada.

"Esta é uma conversa que depende da definição da estrutura ministerial por parte do presidente e ele ainda não definiu. Existiram governos onde a AGU não teve status de ministério e governo onde teve. O presidente escolheu o nome, mas ainda não tomou a decisão quanto à permanência ou não do status de ministério para a AGU", disse Lorenzoni à jornalistas no CCBB, em Brasília, onde está instalado o gabinete de transição.

Bolsonaro já anunciou dez ministérios: Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Economia (Paulo Guedes), Justiça e Segurança Pública (Sérgio Moro), Segurança Institucional (General Augusto Heleno), Defesa (General Fernando Azevedo e Silva), Relações Exteriores (Ernesto Araújo), Ciência e Tecnologia (Marcos Pontes), Agricultura (Tereza Cristina), Saúde (Luiz Henrique Mandetta) e a Controladoria-Geral da União (Wagner Rosário).

Arte/R7