Bolsonaro critica isolamento social em visita a cidade em Goiás

Em passagem por Cristalina, Bolsonaro tomou café, comeu pastel e disse que empregos estão sendo destruídos de maneira irresponsável

Bolsonaro cumprimentou e abraçou dezenas de pessoas

Bolsonaro cumprimentou e abraçou dezenas de pessoas

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro, em uma viagem fora da agenda, causou grande aglomeração de pessoas na cidade de Cristalina (GO), a 150 quilômetros de Brasília.

Em passagem por um posto de gasolina da cidade, Bolsonaro tomou café, comeu pastel e voltou a criticar o isolamento social. "Estão destruindo empregos no Brasil de forma irresponsável", disse o presidente, que recomendou que a população se cuide. "Vamos tomar cuidado, tudo bem, usar máscara. Mas o que estão fazendo com os empregos no Brasil é uma coisa inimaginável".

Bolsonaro cumprimentou e abraçou dezenas de pessoas. Apesar de estar com máscara, o presidente frequentemente a deixava no pescoço para falar com os apoiadores e tirar selfies.

Em passagem pelo centro da cidade, o presidente falou novamente sobre desemprego. "Vamos sofrer muito ainda", disse, chamando o isolamento social de irresponsabilidade.

Na manhã deste sábado, Bolsonaro voltou a criticar duramente o ex-ministro Sérgio Moro, chamando-o de Judas e insinuando que o ex-aliado o teria traído, sem levar adiante as investigações sobre a facada dada no presidente por Adélio Bispo.

Bolsonaro usou suas contas no Facebook e Twitter para divulgar um vídeo em que uma pessoa diz ter identificado vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime.

Moro vai depor hoje como parte do inquérito aberto para investigar as declarações dele contra o presidente Jair Bolsonaro. A oitiva deve acontecer com a presença de três procuradores indicados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que solicitou a abertura do inquérito no (Supremo Tribunal Federal).

"Nada farei que não esteja de acordo com a Constituição. Mas também NÃO ADMITIREI que façam contra MIM e ao nosso Brasil passando por cima da mesma Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não", escreveu Bolsonaro.

O caso de Adélio Bispo já teve uma investigação feita pela PF e concluída em 2018, que apontou que não houve apoio externo à sua tentativa de matar Bolsonaro. Uma segunda investigação foi aberta e tem apontado para o mesmo caminho. Bolsonaro insiste que foi vítima de uma ação planejada e que haveria terceiras pessoas ligadas ao atentado.

Mais cedo, Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada sem falar com a imprensa. A apoiadores que estavam na entrada do local, disse que não será alvo de nenhum "golpe" em seu governo. "Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição", afirmou o presidente. "Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não", declarou.