Brasil Bolsonaro defende manter decreto de armas que Senado avalia hoje

Bolsonaro defende manter decreto de armas que Senado avalia hoje

Plenário da Casa vai votar uma proposta que pode sustar os efeitos da medida. Decreto foi assinado por Bolsonaro em maio deste ano

Bolsonaro

Senado vai votar proposta que pode suspender decreto

Senado vai votar proposta que pode suspender decreto

Reprodução/Pixabay

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (18) a manutenção do decreto editado por ele que flexibilizou o porte de armas no país, no dia em que o plenário do Senado vai votar uma proposta que pode sustar os efeitos da medida.

Segundo o presidente, no Brasil atual "quem está à margem da lei está armado" e a intenção do decreto é que os cidadãos tenham direito à legítima defesa, em linha com o que foi decidido na votação do Estatuto do Desarmamento.

Questionado o que fazer em caso de o Senado derrubar o decreto, o presidente respondeu: "Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata." A proposta do Senado de sustar os efeitos do decreto, se aprovada, ainda terá de passar pela Câmara dos Deputados.

Bolsonaro também disse, em entrevista após cerimônia de hasteamento da bandeira em frente ao Palácio do Planalto, que a articulação política com o Congresso vai melhorar com a escolha do novo ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos.

Presente à solenidade, Ramos — que ainda não foi oficialmente nomeado — vai substituir o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, demitido na semana passada após acumular desgastes com o governo.

"É lógico. Tudo pode melhorar na nossa vida. Até o nosso relacionamento com a imprensa. Estou cada vez mais apaixonado por vocês", brincou, ao acrescentar que não deve haver mudanças em outros cargos da estrutura da Secretaria de Governo, como a Secretaria de Comunicação Social.

O presidente deixou em aberto sobre se vai seguir a lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República, preparada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

A entidade realiza votação interna nesta terça-feira, mas não há qualquer obrigação legal de o presidente seguir a escolha dos três nomes indicados, embora desde 2003 os presidentes da República tenham seguido a lista.

"Todos os que estão dentro ou fora da lista, tudo é possível, eu vou seguir a Constituição", disse. Perguntado novamente, ele disse não saber se a escolha vai vir da lista, pois ainda não a viu.

Bolsonaro não descartou a eventual escolha da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para permanecer no posto. Dodge não se inscreveu na disputa da lista da ANPR.