Coronavírus

Brasil Bolsonaro diz esperar retomada da atividade em até três meses

Bolsonaro diz esperar retomada da atividade em até três meses

Em live, presidente defendeu estudo emergencial para o uso da cloroquina em pacientes e reforçou que o uso do medicamento não pode ser politizado

Agência Estado
Bolsonaro fez live ao lado do presidente da Caixa

Bolsonaro fez live ao lado do presidente da Caixa

Reprodução/Facebook

Em transmissão de vídeo na sua página no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil só tem condições de manter medidas econômicas de combate à crise provocada pela covid-19 por até três ou quatro meses. Além disso, disse esperar "em breve, que seja publicado estudo emergencial dando muita força para uso da cloroquina" e reforçou que o uso do medicamento não pode ser politizado.

Segundo o presidente, o governo federal já investiu mais de R$ 600 bilhões para minimizar os impactos da crise. "Já ultrapassou os R$ 600 bilhões. É isso que o governo está fazendo: tinha uma ponte que deu uma enchente e arrastou a ponte, estamos agora reconstruindo virtualmente a ponte, mas temos um limite: mais de três ou quatro meses fica complicado", falou Bolsonaro.

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O presidente, no entanto, disse esperar que "as atividades voltem antes" deste período. "Por mim, quem não tem medo de quarentena já deveria estar trabalhando", defendeu.

De acordo com o presidente da República, alguns governadores e prefeitos já estão com planos de começar a flexibilizar as ações de restrição no combate ao coronavírus. Um dos políticos que deve fazer isso logo, segundo Bolsonaro, é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que esteve reunido com ele. Segundo Bolsonaro, "ao que tudo indica, [o remédio] tem salvado vidas".

"Conversei com o doutor [Roberto] Kalil que confessou, falou, que usou a cloroquina, diferentemente daquele outro cara ligado ao governador", disse Bolsonaro citando o episódio do médico infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Estado de São Paulo contra a covid-19, David Uip, que preferiu não comentar se havia feito uso do remédio durante tratamento contra a doença. Bolsonaro, no entanto, não mencionou o nome de Uip.

Ontem, Uip pediu ao presidente que ele respeite seu direito enquanto paciente de não revelar o que usou durante seu tratamento, afirmando que respeitou Bolsonaro quando ele preferiu não mostrar os resultados de seus exames para covid-19.

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