Brasil Bolsonaro diz que não há Três Poderes, mas Judiciário de um lado

Bolsonaro diz que não há Três Poderes, mas Judiciário de um lado

 Presidente também pediu ao ministro Paulo Guedes providenciar recursos para o voto impresso, caso aprovado no Congresso 

Reuters
O presidente Jair Bolsonaro, durante um evento

O presidente Jair Bolsonaro, durante um evento

Júlio Nacimento/PR - 19.06.2021

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (22) que o país não conta com Três Poderes, mas sim uma divisão entre o Judiciário de um lado, e o Executivo e o Legislativo de outro.

Em cerimônia de lançamento do Plano Safra 21/22, Bolsonaro manifestou desejo, ainda, que o Supremo Tribunal Federal confirme a constitucionalidade de projeto que trata da autonomia do Banco Central votado pelo Congresso Nacional.

"Lira, tu faz um trabalho excepcional, Arthur, quem viveu e quem vive hoje com o Parlamento, bem como o nosso colega Rodrigo Pacheco no Senado Federal", disse Bolsonaro, dirigindo-se ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e também fazendo referência ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

"A gente vive para o Brasil. E eu costumo sempre dizer, não são 3 Poderes, não, são 2, Arthur. É o Judiciário e nós para o lado de cá, porque nós formamos 'heteramente' um casal. E essas decisões que passam por nós todos os 215 milhões de brasileiros são beneficiados."

O presidente  também pediu publicamente ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que providencie os recursos necessários para a implementação do voto impresso nas eleições de 2022, caso a PEC que propõe a medida seja aprovada pelo Congresso.

"Pela primeira vez o Paulo Guedes vai cumprir uma ordem minha, porque sempre eu discuto com ele. Paulo Guedes, se passar, você vai arranjar recursos para fazer o voto auditável em 2022", disse logo após cumprimentar a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), autora do projeto.

O presidente afirmou que a mudança no sistema de voto o tornaria mais "transparência e confiabilidade". Ele agradeceu à bancada ruralista pela indicação da ministra da Agricultura, Teresa Cristina, a quem responsabilizou pela boa relação comercial com países árabes. "Vale por dez ministros", elogiou

*Com Agência Estado 

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