Brasil Bolsonaro diz que presidentes de estatais precisam ter visão de social

Bolsonaro diz que presidentes de estatais precisam ter visão de social

Chefe do Executivo participou nesta quinta de lançamento de projeto de revitalização de sistema de transmissão de Furnas

  • Brasil | Do R7

O presidente Jair Bolsonaro em evento em Foz do Iguaçu

O presidente Jair Bolsonaro em evento em Foz do Iguaçu

TV Brasil/Reprodução 25.02.2021

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25), no lançamento do projeto de revitalização do sistema de transmissão de energia elétrica de Furnas, no Paraná, que presidentes de estatais precisam ter "visão de social".

“Uma estatal, seja ela qual for, tem que ser sua visão de social. Não podemos admitir uma estatal, um presidente, que não tenha essa visão", disse. 

A afirmação se deu em evento com a participação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Luna e Silva, indicado pelo presidente para assumir a Petrobras. A intenção de Bolsonaro é trocar o atual mandatário da estatal, Roberto Castello Branco, após seguidos aumentos em preços de combustíveis e ameaças de greves dos caminhoneiros. O presidente quer maior "previsibilidade". 

A medida provocou impacto na bolsa de valores e em ações da Petrobras e de outras empresas. Elas tiveram forte queda na segunda (22), após o mercado entender que o presidente interveio na Petrobras. Na terça (23), houve valorização.

Bolsonaro também afirmou que iria "meter o dedo" na energia elétrica, o que provocou perdas nas ações da Eletrobras. Na terça, foi publicada medida provisória que prevê a privatização da Eletrobras.

Furnas

A Itaipu Binacional vai investir cerca de R$ 1 bilhão, em cinco anos, para revitalizar o sistema de corrente contínua de alta tensão, construído e operado por Furnas, responsável pela transmissão ao mercado brasileiro da energia que o Paraguai não consome, da metade da produção a que o país sócio do Brasil na usina tem direito.

A ação busca reforçar a segurança energética do sistema elétrico brasileiro, pois o sistema opera há 36 anos e está no fim de sua vida útil.

O acordo tem duração de 60 meses e contempla a modernização de equipamentos na estação conversora em Foz do Iguaçu (PR), que converte corrente alternada que vem da Itaipu em 50 Hz (500 kV) para corrente contínua (em +600 kV); duas linhas de transmissão com cerca de 800 km de extensão; e uma estação inversora, em lbiúna (SP), que converte corrente contínua em corrente alternada de 60Hz.

A revitalização é considerada estratégica para ambos os países, tanto pela garantia de acesso ao mercado brasileiro (para o Paraguai) como pela segurança energética. O Paraguai tem direito a 50% da produção de Itaipu, mas com 15% já supre cerca de 90% de seu consumo de energia. O excedente de produção não utilizado pelo país vizinho é comprado pelo Brasil. A energia total de Itaipu abastece em torno de 14% de toda a demanda brasileira.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira que, ao modernizar o sistema, será garantida ao consumidor brasileiro a prestação do serviço adequado de energia elétrica, sem intercorrência. "Estamos dando um passo concreto no sentido de imcrementar a segurança energética do país. Confiabilidade e previsibilidade são os valores que estamos promovendo com os atos de hoje", disse.

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