Brasil Bolsonaro passa a receber nutrição endovenosa, diz boletim médico

Bolsonaro passa a receber nutrição endovenosa, diz boletim médico

Médicos também colocaram sonda nasogástrica no presidente. Alimentação oral será avaliada diariamente e acontecerá "em momento oportuno"

Bolsonaro

Médicos vão avaliar a volta da alimentação oral

Médicos vão avaliar a volta da alimentação oral

Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro foi submetido a passagem de sonda nasogástrica e introdução de nutrição parenteral (endovenosa), segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (11). 

A equipe médica afirma que a alimentação oral será avaliada diariamente e acontecerá "em momento oportuno". As visitas ao presidente continuam restritas. 

Segundo o boletim anterior, divulgado na manhã de terça-feira (10), o presidente estava recebendo dieta líquida à base da água, caldo ralo, chá e gelatina. 

Leia o boletim médico:

"O Hospital Vila Nova Star informa que o Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, encontra-se no terceiro dia de pós-operatório, permanece sem dor, afebril e sem disfunções orgânicas. Evoluiu há 12 horas com lentificação dos
movimentos intestinais e distensão abdominal, sendo submetido a passagem de sonda nasogástrica e introdução de nutrição parenteral (endovenosa). Os exames laboratoriais encontram-se estáveis.

A reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e ocorrerá no momento oportuno. Segue com medidas de prevenção de trombose venosa profunda e realizando fisioterapia motora. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas". 

Quarta cirurgia

Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia no domingo (8) para retirada de hérnia incisional em uma das cicatrizes de operação anterior. Esta foi a quarta cirurgia do presidente desde a facada durante campanha em Juiz de Fora (MG).

O médico responsável pelo procedimento, Antônio Macedo, cirurgião geral do Hospital Vila Nova Star, disse no domingo, em entrevista coletiva, que a cirurgia foi bem-sucedida, que demorou cerca de cinco horas, mais do que o previsto inicialmente — de duas a três horas — devido a uma aderência do intestino, mas não houve complicações.

Após o procedimento, o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rego Barros, informou que Bolsonaro passou a Presidência ao vice, Hamilton Mourão, pelos próximos cinco dias a partir deste domingo.

Já o médico informou, no início da noite que a internação pode se estender por até dez dias e que Bolsonaro deverá sair direto do hospital para o aeroporto. Por isso ainda não é possível prever quando terá alta.