Brasil Bolsonaro reavalia nomes para pasta da Justiça e Polícia Federal

Bolsonaro reavalia nomes para pasta da Justiça e Polícia Federal

Na avaliação no Palácio do Planalto é que nomear alguém próximo neste momento pode potencializar as acusações de Moro sobre interferência na PF

Agência Estado
Bolsonaro avalia nomes para ocupar Justiça

Bolsonaro avalia nomes para ocupar Justiça

Ueslei Marcelino/Reuters - 20 04.2020

O presidente Jair Bolsonaro ainda não bateu o martelo sobre quem vai substituir Sérgio Moro no Ministério da Justiça, que anunciou a saída do cargo na sexta-feira (24). No sábado, ele reuniu aliados no Palácio da Alvorada para discutir nomes. A escolha deve ocorrer até segunda-feira.

O preferido de Bolsonaro é o seu atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que tem a confiança do presidente e de seus filhos. A avaliação no Palácio do Planalto, no entanto, é de que nomear alguém próximo neste momento pode potencializar as acusações de Moro, que ao se demitir disse que o presidente queria fazer interferência política na PF. Pelo mesmo motivo, a nomeação de Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para o comando da Polícia Federal, também está sendo repensada.

Um nome que ganhou força ontem para o lugar de Moro é o do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. Ele é uma indicação de integrantes da ala militar do governo. O nome do Advogado-Geral da União, André Luiz Mendonça, também passou a ser considerado.

Leia mais: Moro responde a Bolsonaro e diz que não pediu indicação ao STF

A exemplo do que ocorreu em outras substituições de ministros, o grupo mais próximo ao presidente tenta encontrar nomes que possam ter respaldo na opinião pública e livrar o governo de críticas. Bolsonaro, por sua vez, insiste que precisa ter uma pessoa de confiança no cargo.

Caso a escolha recaia sobre Oliveira, o atual chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Flávio Rocha, iria para o seu lugar na Secretaria-Geral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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