Brasil Bolsonaro recua e recebe credencial de embaixadora venezuelana 

Bolsonaro recua e recebe credencial de embaixadora venezuelana 

O chefe do Executivo voltou atrás depois que o governo havia retirado o convite à enviada de Juan Guaidó, autoproclamado presidente venezuelano

Bolsonaro recua e recebe credencial de embaixadora venezuelana

Bolsonaro recebeu credencial de embaixadora venezuelana

Bolsonaro recebeu credencial de embaixadora venezuelana

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta terça-feira (4) a credencial de embaixadora venezuelana María Teresa Belandria, representante no país do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em um recuo depois que o governo havia retirado o convite à enviada do líder de oposição.

Guaidó, que também é presidente da Assembleia Nacional, é reconhecido pelo governo brasileiro como presidente legítimo do país vizinho.

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A confirmação da apresentação da credencial por Belandria ocorreu pouco antes do início de cerimônia no Palácio do Planalto, às 10h30. Belandria foi a primeira da lista de nove novos embaixadores, e não falou com a imprensa.

Durante a cerimônia, no Palácio do Planaltro, Bolsonaro recebeu os documentos e conversou rapidamente com cada um dos diplomatas, ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A partir de agora, estão habilitados a despachar no Brasil, além de María Teresa, os embaixadores do México, Ignácio Piña Rojas; da Colômbia, Dario Alonso Montoya Mejía; do Paraguai, Bernardino Hugo Saguier Caballero; da Arábia Saudita, Ali Abdullah Bahitham; do Peru, Javier Raúl Martin Yépez Verdeguer; da Guiné, Kabinet Konde; e da Indonésia, Edi Yusup.

A decisão de incluir a embaixadora venezuelana na cerimônia foi tomada na noite de segunda-feira por Bolsonaro em reunião com o ministro Ernesto Araújo, de acordo com uma fonte.

Na semana passada, o porta-voz da Presidência, Otavio Rêgo Barros, chegou a afirmar que a recepção dela estava em aberto e esperando o momento oportuno.

O governo havia decidido desconvidar a representante no Brasil de Guaidó da cerimônia de entrega de credenciais diplomáticas, à medida que os militares — que compõem cerca de um terço do gabinete de Bolsonaro — têm sido cautelosos em provocar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.