Brasil Bolsonaro responde Paulo Guedes após crítica a governos militares 

Bolsonaro responde Paulo Guedes após crítica a governos militares 

Ministro da Economia havia dito que incentivo ao campo foi feito de forma errada no passado, com emissão de moedas

  • Brasil | Do R7

Bolsonaro participa de lançamento do Plano Safra, do Banco do Brasil, com Guedes e Tereza Cristina

Bolsonaro participa de lançamento do Plano Safra, do Banco do Brasil, com Guedes e Tereza Cristina

TV Brasil / Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro respondeu em evento do Banco do Brasil nesta segunda-feira (28) uma crítica aos governos militares feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ambos participavam do lançamento do Plano Safra, que prevê R$ 135 bilhões em linhas de crédito para os produtores rurais do país entre 2021 e 2022. Também estava no palco a ministra Tereza Cristina, da Agricultura.

O primeiro a falar no evento foi Guedes. Segundo ele, o setor agrícola se manteve mesmo com planos econômicos errados no passado.

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"Nosso financiamento agrícola era baseado em emissão de moeda. No final do governo militar, a inflação foi subindo em cima da teoria de que 'vamos dar mais crédito para o campo que a comida vai ficar barata'. E, na verdade foi ficando mais cara", comentou o ministro da Economia.

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"Tentamos apoiar a produtividade e a competitividade brasileira irreversível do campo, mas fazendo o financiamento na base do orçamento monetário. Então o Banco do Brasil expandia seu crédito sem ter o financiamento adequado." 

Pouco depois foi a vez de Bolsonaro falar. 

 "Se no final dos governos militares tivemos um pequeno problema em emissão de dinheiro, também começou em meados dos governos militares, em especial com o presidente Geisel, a crença na agricultura, com Alisson Paulinelli [ministro da Agricultura entre 1974 e 1979]. Então, o governo se faz com erros e acertos."

Bolsonaro, que elogia com frequência o período militar, deu uma aula sobre quem foi o ministro:  "Paulinelli mandou para fora mais de mil garotos jovens universitários para aprender agricultura, em especial na Europa e também no Japão, e veio para cá e aperfeiçoamos seus aprendizado lá, aprofundando nossa fronteira agrícola, em especial no nosso cerrado", contou o presidente.

No mesmo pronunciamento, Bolsonaro fez questão de dizer a Guedes que fez uma viagem com Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional que já foi apontado como assessor econômico não oficial do presidente.

"[Quero] Dizer também ao Paulo Guedes, estive agora no Rio Grande do Norte com o ministro do Desenvolvimento Rogério Marinho, ultimando uma obra que começou em 1952, uma barragem. Que após sua conclusão, neste ano, atenderá uma área enorme."

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