Brasil Bolsonaro responde sobre decisão de Cuba deixar Mais Médicos

Bolsonaro responde sobre decisão de Cuba deixar Mais Médicos

Presidente eleito escreveu em sua conta no Twitter que condicionou a continuidade do programa a aplicação de um teste de capacidade

Bolsonaro fala sobre saída do programa Mais Médicos

Jair Bolsonaro fala sobre Mais Médico no Twitter

Jair Bolsonaro fala sobre Mais Médico no Twitter

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress - 13.11.2018

O presidente eleito Jair Bolsonaro falou em sua conta no Twitter na tarde desta quarta-feira (14) sobre a decisão do governo cubano em sair do programa Mais Médicos

Bolsonaro afirma que condicionou a "continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", declarou.

Para o futuro presidente, "Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares".

"Eles [governo cubano] estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos", escreveu. 

A resposta foi imediata ao anúncio do Ministério da Saúde de Cuba sobre a saída do programa. Por meio de nota, a pasta declarou que "o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Panamericana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa a revalidação do título e como única via a contratação individual".

Cuba fazia parte do programa Mais Médicos desde agosto de 2013. Segundo o ministério, cerca de "20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais de 3.600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88% de todos os médicos participantes no programa".