Brasil Bolsonaro se reunirá com Trump em março na Casa Branca

Bolsonaro se reunirá com Trump em março na Casa Branca

John Bolton, assessor da Segurança Nacional, afirmou que ambos falaram sobre a "logística" para oferecer ajuda humanitária ao povo venezuelano

O chanceler Ernesto Araújo e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em reunião na Casa Branca, nos EUA

O chanceler Ernesto Araújo e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em reunião na Casa Branca, nos EUA

EFE/ERIK S. LESSER

O presidente Jair Bolsonaro se reunirá com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, em meados de março na Casa Branca, segundo afirmou nesta terça-feira (5) o chanceler Ernesto Araújo.

Em entrevista à imprensa, Araújo disse que a visita de Bolsonaro aos Estados Unidos foi um dos temas que centrou sua reunião em Washington com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

"Em meados de março, ainda estamos determinando a data", afirmou Araújo, que explicou que, durante sua visita, Bolsonaro abordará tantos temas econômicos como assuntos relacionados com a segurança e a diplomacia na América Latina.

A crise na Venezuela foi o outro assunto que centrou a reunião de Araújo e Pompeo, assim como o encontro que o chanceler brasileiro teve com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton.

John Bolton, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca

John Bolton, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca

EFE/ Shawn Thew

Em mensagem no Twitter, Bolton detalhou que ambos falaram sobre a "logística" para oferecer ajuda humanitária ao povo venezuelano, assim como sobre seu "apoio mútuo" ao líder do parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício da Venezuela e ganhou o reconhecimento, entre outros, de EUA e Brasil.

Os EUA já começaram a enviar pacotes de ajuda humanitária com alimentos e remédios para o povo venezuelano, segundo informou no sábado à Agência Efe um porta-voz da Casa Branca.

Neste final de semana, Guaidó anunciou que tinha sido formada uma "coalizão nacional e internacional" de assistência humanitária para a Venezuela com pontos de armazenamento de comida e alimentos na Colômbia e no Brasil, assim como em uma ilha do Caribe não especificada.

A entrada de ajuda humanitária através de um corredor humanitário poderia requerer a presença de tropas, fossem americanas ou de algum outro país latino-americano.

O Grupo de Lima, integrado entre outros pelo Brasil e pela Colômbia, decidiu na segunda-feira não considerar a opção militar para forçar a saída da presidência de Nicolás Maduro, que tomou posse do seu cargo em 10 de janeiro após a realização de eleições questionadas por parte da comunidade internacional. EFE