Novo Coronavírus

Brasil Bolsonaro tuíta sobre ações contra covid após suspensão de Coronavac

Bolsonaro tuíta sobre ações contra covid após suspensão de Coronavac

Imunizante está sendo desenvolvido por Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac

Agência Estado
Anvisa suspendeu estudo com Coronavac

Anvisa suspendeu estudo com Coronavac

Wu Hong/EFE/EPA - 24.09.2020

Menos de 12 horas após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspender os testes com a vacina Coronavac, que está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan do Governo de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro fez uma extensa publicação nas redes sociais sobre quais ações o governo federal tem realizado para enfrentar a pandemia de covid-19.

Entre as medidas mencionadas no Twitter, o presidente citou a realização de testes clínicos para verificar se a vacina BCG - que protege contra formas graves da tuberculose - é "uma maneira preventiva da covid-19, reforçando o sistema imunológico" e outros 15 protocolos de vacinas nacionais em desenvolvimento para o vírus.

Bolsonaro também mencionou, como um dos esforços promovidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, estudos sobre a nitazoxanida no tratamento precoce da covid-19. O medicamento é um vermífugo que "reduz a carga viral", diz o tuíte do presidente, mas que não evita complicações da covid-19, segundo pesquisas médicas. Nas postagens, o presidente reforçou o caráter nacional das medidas implantadas e defendeu que o País ganhou independência de importações como, por exemplo, a de ventiladores pulmonares.

"O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e o presidente Jair Bolsonaro trabalham, desde fevereiro, ao lado da ciência, no combate à covid-19", escreveu Bolsonaro.

Suspensão dos testes

Logo que foi anunciada a suspensão dos testes da Coronavac, um dos imunizantes contra o coronavírus em fase mais avançada de testes, o Instituto Butantan se disse surpreso com a decisão da Anvisa os testes e lamentou não ter sido informado diretamente. Até a noite desta segunda-feira, o governo de São Paulo, responsável pelo Instituto Butantan, afirmou que ainda aguardava informações sobre "os reais motivos que determinaram a paralisação". O órgão regulador disse que a suspensão acontece pelo registro de um efeito adverso grave em um dos voluntários, mas não forneceu detalhes.

Disputa política

A vacina Coronavac, em desenvolvimento pelo Butantan, tem sido objeto de disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente da República. Bolsonaro disse não que planeja adquirir o imunizante, contrariando, inclusive, manifestações dadas pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Apesar da disputa entre o presidente e o governador, Doria tem reforçado a confiança no trabalho "republicano" e "correto" do ministro Pazuello.

Nesta segunda, o governador paulista também havia anunciado o início das obras da nova fábrica do instituto para produção de vacinas, em especial, de imunizantes contra o coronavírus.

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