Brasil Bolsonaro vai à formatura na Aman, com aglomeração e pouca máscara

Bolsonaro vai à formatura na Aman, com aglomeração e pouca máscara

Evento da Academia Militar das Agulhas Negras teve acesso restrito por causa da pandemia, mas cadetes e familiares se aglomeraram ao fim da cerimônia

Agência Estado
Bolsonaro durante cerimônia do Dia do Aviador, em outubro

Bolsonaro durante cerimônia do Dia do Aviador, em outubro

Adriano Machado/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro e o seu vice, general Hamilton Mourão, participaram na manhã deste sábado de cerimônia de formatura de 447 novos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro. Apesar de os números de casos de covid-19 estarem em elevação em todo o estado, pouquíssimas pessoas usavam máscaras.

Como de costume, Bolsonaro fez um discurso rápido enaltecendo os formandos. "O papel do militar, além do garantido e definido em nossa constituição, preocupação maior, é a soberania e liberdade - tão ameaçada nos últimos tempos", disse o presidente.

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A formatura costuma ser um dos eventos de maior movimento da Aman, mas em função da pandemia o acesso desta vez foi restrito. A imprensa, por exemplo, não pôde acessar as dependências da academia.

Apesar do zelo demonstrado, houve intensa aglomeração entre centenas de cadetes e familiares quase ao fim da cerimônia, com troca de abraços e cumprimentos - e boa parte das pessoas, talvez a maioria, não usava máscaras de proteção.

Os casos de covid-19 estão crescendo no Rio de Janeiro. O Estado registrou, nesta sexta-feira (4), 126 mortes e 2.456 novas infecções. Ao todo, são 367.641 casos e 23.017 vidas perdidas desde março.

Ao mesmo tempo em que completou sete dias com aumento expressivo na média móvel de casos, o Estado também atingiu outra marca negativa: o índice de 2.899 casos por dia é o maior desde o início da pandemia.

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Em paralelo, em toda a rede pública estadual, continua a pressão na Saúde por leitos exclusivos para o novo coronavírus: há lotação de 82% nas vagas de UTI, onde 216 pacientes aguardam na fila por transferência. Na rede SUS da capital, 91% dos leitos de UTI estão ocupados.

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