Brasil Bolsonaro volta a falar que vacina contra a covid não será obrigatória

Bolsonaro volta a falar que vacina contra a covid não será obrigatória

O presidente afirmou que cabe ao Ministério da Saúde e que a pasta já decidiu que não obrigará a imunização dos brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Adriano Machado/ REUTERS 14.10.2020

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar na tarde desta segunda-feira (19) que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Durante o anúncio do resultado do Estudo Clínico COVID-19, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que cabe ao Ministério da Saúde e que a pasta já decidiu que não obrigará a imunização.

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A declaração se contrapõe às manifestações do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem dito que a vacinação contra o novo coronavírus em São Paulo será obrigatória.

"Queria falar sobre uma notícia que está circulando, não é fake news, levando em conta o autor, mas na prática é falsa. Uma lei de 1975 diz que cabe ao Ministério da Saúde o programa nacional de imunização, incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra a covid-19, como cabe ao Ministério da Saúde e já foi definido, não será obrigatória. Quem está propagando isso está pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo", afirmou o presidente.

Ele citou ainda que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já disse que qualquer vacina aqui no Brasil tem que ter a comprovação científica e, mais ainda, tem que ser aprovada pela Anvisa. "Isso não é a toque de caixa nem de uma hora para outra. Nós sabemos que muita gente que contraiu a doença nem sabe que contraiu e já está imunizada", disse Bolsonaro.

Ele também se referiu ao valor previsto por dose da vacina. "Por parte dessa pessoa, a dose custa mais de US$ 10, mas por nossa parte custa menos de US$ 4. Não quero acusar de nada aqui, mas a pessoa está levando terror perante a opinião pública, onde metade da população diz que não querer tomar, isso é um direito das pessoas e o governo federal não obrigará ninguém a tomar essa vacina." 

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