Brasil teve queda de 32% em mortes por lesões no trânsito em 8 anos

Segundo dados do Ministério da Saúde algumas capitais conseguiram reduzir em mais de 50% o número de mortes no trânsito no período

Vítima de acidente envolvendo um ônibus e carros em Guarulhos, na Grande SP

Vítima de acidente envolvendo um ônibus e carros em Guarulhos, na Grande SP

N. Rodrigues/Estadão Conteúdo

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em oito anos, o Brasil conseguiu reduzir a taxa de mortalidade por lesões de trânsito [quando a pessoas é socorrida e levada para um hospital, mas morre decorrente dos ferimentos], em 32%. As lesões em acidentes de trânsito estão entre as principais causas de morte em adultos em todo o mundo.

Leia mais: Um em cada 10 motoristas relata dirigir sob efeito de álcool

Em 2018, a taxa de mortalidade na categoria foi de 14,8 óbitos por 100 mil habitantes. Já no ano de 2010, a mesma taxa era de 21,8 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes.

Em números absolutos, foram 32.655 mortes registradas em 2018, frente a 42.844 óbitos em 2010.

Em algumas capitais, a redução foi ainda maior do que a média nacional.  São Paulo, por exemplo, registrou uma redução de 72,5% nas mortes deste tipo de ocorrência no período.

Outras cidades como Aracajú (SE), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Rio Branco (AC) conseguiram reduzir em mais de 50% o número de mortes por lesões decorrentes de acidentes de trânsito.

Trânsito mais letal

A região centro-oeste do país foi a com maior índice de mortes por 100 mil habitantes de lesões no trânsito, sendo que o estado do Tocantins foi onde a proporção é maior. Por lá foram 29,6 mortes para cada 100 mil habitantes no período.

Já a região com menor número de óbitos foi a região Sudeste, com 11,3 óbitos para cada 100 mil habitantes, entretanto o estado com menor número de óbitos foi o Amapá, com 8,8 óbitos na mesma proporção e período.

Menos mortes entre pedestres

Os pedestres, que são as vítimas mais vulneráveis no trânsito, foram os que tiveram a maior redução no número de mortes, chegando a uma queda de 49,3% no período de 8 anos.

Já os ocupantes dos veículos tiveram redução de 27%, ciclistas apresentaram redução de 23,4% e a de motociclistas tiveram redução de apenas 3%.