Brasil Caravana de Lula mudou rota sem avisar polícia, diz secretaria

Caravana de Lula mudou rota sem avisar polícia, diz secretaria

Dois ônibus do grupo petista foram alvejados na tarde de terça-feira entre as cidades paranaenses de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul

Alvo de tiros

Polícia abriu inquérito para apurar tiros

Polícia abriu inquérito para apurar tiros

Eduardo Teixeira/Raw Image/Folhapress - 27.3.2018

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná emitiu nota sobre os tiros contra os ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que diz que o roteiro e o cronograma do grupo foram alterados sem que a polícia fosse informada.

"Não houve qualquer pedido formal de escolta da caravana do ex-presidente nem o próprio ex-presidente, embora ele tenha esta prerrogativa. Tanto é que o paradeiro dele é incerto e não sabido. Cabe ressaltar que houve alteração, por parte dos organizadores da caravana, do roteiro e do cronograma que foram informados previamente às forças de segurança do Estado do Paraná", diz o comunicado.

O episódio ocorreu na terça-feira (27), no deslocamento da caravana entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, na região sudoeste do Estado. Dois ônibus que transportavam assessores e convidados foram atingidos por tiros.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) usou o tribuna do Senado nesta quarta-feira para criticar a polícia paranaense.

— Apesar de o percurso dos ônibus da caravana ter sido comunicado previamente às forças de segurança pública, no sentido de ser garantida a escolta policial durante todo o trajeto, a escolta policial não foi garantida. Diferentemente, inclusive, do ocorrido no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Dessa forma, milicianos fascistas sentiram-se livres para atentar contra a vida do ex-presidente Lula e contra todas as vidas que estavam dentro daquele ônibus.

A Polícia Civil do Paraná disse que abriu inquérito para apurar o caso e que equipes já estão em Laranjeiras do Sul. O Instituto de Criminalística periciou os veículos e deverá emitir um laudo nos próximos dias.

"A Polícia Militar do Paraná reforçou o policiamento em todos os locais indicados pelos representantes da caravana, onde seriam realizadas as manifestações com a presença do ex-presidente Lula", acrescenta o posicionamento.

A caravana do ex-presidente Lula termina nesta quarta-feira em Curitiba (PR), após dez dias percorrendo os três Estados do Sul do Brasil. Por onde passou, o petista foi alvo de protestos, que incluíram ovadas e pedradas.

O presidente Michel Temer e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, condenaram o ato contra a caravana. 

O R7 entrou em contato com a assessoria do PT para comentar a afirmação da Secretaria da Segurança Pública, mas ainda não obteve resposta.