Cardozo: 'Estamos a anos-luz de proposta de impeachment juridicamente aceitável'

Ministro da Justiça defendeu que "presidente Dilma Rousseff é uma pessoa honesta"

Cardozo: 'Estamos a anos-luz de proposta de impeachment juridicamente aceitável'

Cardozo disse que Dilma sofre preconceito pelo fato de ser mulher

Cardozo disse que Dilma sofre preconceito pelo fato de ser mulher

Roberto Stuckert Filho/25.06.2015/PR

A movimentação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a discussão do impeachment não levará à condenação da presidente Dilma Rousseff, na avaliação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

— Estamos a anos-luz de uma possibilidade de condenação da presidente e de uma proposta juridicamente aceitável. (O impeachment) é impossível de acontecer em um estado democrático—  afirmou em entrevista em programa da RedeTV no fim da noite de sexta-feira (17).

Cardozo defendeu Dilma, afirmando que o Brasil "não está acostumado a ser comandado por mulheres" e que ela sofre com "preconceito e má informação de uma mulher que comanda com firmeza". O ministro disse também que a presidente "nunca passaria nem perto de qualquer ato de improbidade".

— A presidente Dilma Rousseff é uma pessoa honesta—  afirmou Cardozo, que convive com a petista desde 2010, quando atuou na coordenação da campanha presidencial.

No programa, o ministro voltou a rebater as críticas sobre o encontro polêmico de Dilma com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, na cidade do Porto, em Portugal, e sobre a Operação Lava Jato, como fez na CPI da Petrobras nesta semana.

Ele disse que os vazamentos de informações à imprensa são criminosos e devem ser punidos, porque as investigações têm de transcorrer em sigilo.

Cardozo defendeu a atuação da Polícia Federal, afirmou que o órgão nunca teve tanta autonomia e pessoas com independência. Conforme o ministro, se for constatado abuso na apreensão de veículos do ex-presidente Fernando Collor, investigado na Lava Jato, haverá investigação.

Ele voltou a expressar que é contra a redução da maioridade penal e afirmou que os presídios no Brasil são "masmorras medievais".